Irã diz que vai alterar reator para reduzir produção de plutônio

Planta de Arak é um dos pontos que negociadores de Teerã e de seis potências mundiais precisam resolver para chegar a um acordo

O Estado de S. Paulo

12 de junho de 2014 | 14h54

DUBAI - O Irã está redesenhando um reator de pesquisa para reduzir drasticamente sua produção de plutônio - potencial combustível para bombas nucleares -, disse uma autoridade iraniana, em comentários que parecem responder a questionamentos levantados nas negociações com as potências mundiais.

O futuro da planta de Arak é um dos pontos que os negociadores do Irã e seis potências mundiais precisam resolver para chegar a um acordo, até o final de julho, sobre a redução do programa nuclear iraniano em troca do fim das sanções que lhe foram impostas.

Países ocidentais temem que assim que estiver em operação, Arak possa fornecer suprimento de plutônio, produto que combinado com o urânio enriquecido pode desencadear uma explosão nuclear.

O Irã diz que o reator de Arak, de 40 megawatts, é destinado para a produção de isótopos para tratamento de câncer e outras doenças. Teerã concordou em suspender o trabalho de instalação em Arak como parte de um acordo de seis meses estabelecido provisoriamente enquanto se negocia um acordo definitivo.

Em tom conciliador, o chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Ali Akbar Salehi, afirmou, segundo a agência oficial de notícias iraniana Irna, que a quantidade de plutônio que o reator será capaz de produzir será reduzida para menos de um 1 quilo anualmente. Inicialmente, a quantidade era de 9 a 10 quilos, acrescentou Salehi.

Especialistas ocidentais disseram que 9 a 10 quilos seriam suficientes para a produção de uma ou duas bombas nucleares e que a capacidade de Arak teria de ser reduzida. "Estamos atualmente ocupados redesenhando esse reator para possibilitar essa alteração", disse Salehi, segundo a Irna. / REUTERS

Tudo o que sabemos sobre:
Irãprograma nuclear

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.