REUTERS/Stringer
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Irã diz ter condenado à morte agente do Mossad

Segundo Procuradoria-geral, ele teria sido responsável pela morte de quatro cientistas ligados ao programa nuclear iraniano

O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2017 | 17h20

TEERÃ - Um agente do Mossad, o serviço de espionagem de Israel, foi condenado à morte após a conclusão de que colaborou para a morte de cientistas nucleares iranianos. A decisão foi anunciada na terça-feira, 24, pela Promotoria de Teerã, capital do Irã. 

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Segundo a Procuradoria-geral do Irã, os cientistas Mayid Shahriari e Masud Ali Mohamadi estariam entre as vítimas do espião. Ambos morreram em 2010, depois de um atentado a bomba. 

De acordo com o procurador-geral do país, Abbas Jafari Dolatabadi, o agente do Mossad participou de diversas reuniões com integrantes do Serviço Secreto de Israel, nas quais forneceu importantes informações a respeito de instalações militares e outras atividades da Agência de Energia Atômica do Irã. 

"O condenado repassou a agentes do Mossad o endereço e as informações pessoais de 30 personalidades ativas em projetos militares e nucleares", afirmou Dolatabadi, citado pelas agências oficiais do Irã. O procurador-geral iraniano não revelou a identidade do réu, mas, segundo a Anistia Internacional (AI), trata-se do acadêmico Ahmadreza Dyalali, preso em abril de 2016. 

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O Irã responsabiliza o Mossad e a CIA (agência de inteligência dos EUA), pelos assassinatos de quatro cientistas nucleares em um intervalo de dois anos, entre 2010 e 2012. A finalidade seria prejudicar o programa atômico iraniano. 

Na opinião do diretor para o Oriente Médio da AI, Philip Luther, a condenação do acadêmico foi injusta, e a liberdade incondicional seria a medida mais sensata no momento. /EFE e AFP

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