Irã e AIEA mantêm conversas construtivas e marcam novo encontro

Na primeira reunião desde maio, órgão nuclear da ONU e diplomata iraniano demonstram otimismo

O Estado de S. Paulo,

27 Setembro 2013 | 10h12

VIENA- Representantes do governo do Irã e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) - o órgão da ONU para a questão nuclear - mantiveram nesta sexta-feira, 27, "conversas construtivas" sobre o controvertido programa nuclear persa, na sede da entidade em Viena, na Áustria. Os dois lados concordaram em se reunir novamente em 28 de outubro. O encontro ocorre em meio a uma mudança de tom do presidente iraniano Hassan Rohani, que prometeu em sua campanha pôr fim às sanções ocidentais contra o país.

Segundo o vice-diretor-geral da AIEA, Herman Nackaerts, as discussões foram bastante construtivas. O diplomata, no entanto, preferiu não dar detalhes do que foi tratado na reunião. O representante do Irã, embaixador Reza Najafi, disse que o objetivo de seu país é alcançar um acordo o quanto antes. A última reunião entre Irã e AIEA ocorreu em maio.

Najafi destacou a política do novo governo de "interação construtiva". "Foi a primeira reunião, de modo que ninguém, eu acho, deve esperar que em apenas uma reunião de um dia podemos resolver os problemas", disse Najafi a jornalistas, ao chegar à missão diplomática iraniana. "Esperamos analisar as questões existentes e também trocar pontos de vista sobre as formas que podemos continuar nossa cooperação para resolver todas as questões."

Durante vários anos, a AIEA investiga as suspeitas de que o Irã pode ter coordenado esforços para processar urânio, testar explosivos e reformar um cone de míssil balístico de forma adequada para uma ogiva nuclear. O Irã diz que as acusações são infundadas, mas comprometeu-se, desde que Rohani assumiu o cargo no início de agosto, a ampliar a cooperação com a agência da ONU. Diplomatas ocidentais acusam o Irã de obstruir a investigação da AIEA.  / REUTERS e AP

Mais conteúdo sobre:
irãnuclearonu

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.