Irã é mais nocivo que EI, diz Netanyahu na ONU

Em discurso ontem na Assembleia-Geral das Nações Unidas, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, alertou para a necessidade de o Ocidente desmantelar a capacidade nuclear do Irã e evitar que o país consiga construir bombas atômicas. Além disso, comparou o Hamas, movimento radical islâmico palestino concentrado na Faixa de Gaza, ao Estado Islâmico (EI), dizendo que os dois grupos compartilham o desejo de dominar o mundo.

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2014 | 02h03

"Não se iludam, o Isis (sigla pela qual o EI também é conhecido) deve ser derrotado", disse. "Mas derrotar o Isis e deixar o Irã próximo de se tornar uma potência nuclear é vencer uma batalha e perder a guerra."

Para o chefe de governo de Israel, o objetivo da recente aproximação de Teerã com o Ocidente é obter o levantamento de sanções internacionais e remover obstáculos para abrir o caminho até a bomba. "A capacidade nuclear militar do Irã deve ser completamente desmantelada", disse Netanyahu.

O premiê também acusou o Hamas de cometer os "verdadeiros crimes de guerra" no recente conflito na Faixa de Gaza ao usar civis palestinos como escudos humanos. Foi uma resposta ao discurso do líder palestino, Mahmoud Abbas, na semana passada, no qual acusou Israel de fazer uma "guerra genocida" no território palestino.

"Temos de remover este câncer antes que seja tarde", declarou Netanyahu, em referência ao grupo islâmico. Ele acrescentou que a "missão global" dos grupos islâmicos coincide com os desejos de Teerã: "O Irã é o regime mais perigoso e obterá a arma mais poderosa". / AP e EFE

Mais conteúdo sobre:
Irã

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.