AFP PHOTO / CARLOS BARRIA
AFP PHOTO / CARLOS BARRIA

Irã e potências adiam fim das negociações nucleares para dia 7

EUA, Grã-Bretanha, China, França, Rússia e Alemanha negociam há 20 meses com Teerã para tentar garantir que o país islâmico não produza uma bomba enquanto desenvolve um programa atômico civil

O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2015 | 15h11

VIENA - As negociações nucleares com o Irã, que deveriam terminar nesta terça-feira, 30, em Viena, serão estendidas até o dia 7, segundo o governo dos Estados Unidos. O objetivo é dar "mais tempo às negociações para que se consiga uma solução duradoura", declarou a porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf, em comunicado.

Seis grandes potências - EUA, Grã-Bretanha, China, França, Rússia e Alemanha - negociam há 20 meses com o Irã para tentar garantir que o país islâmico não produza uma bomba nuclear enquanto desenvolve um programa atômico civil.

O prazo para a obtenção de um pacto nuclear expirava oficialmente hoje, e com ele um pré-acordo que incluía o alívio de certas sanções econômicas e diplomáticas que pesavam sobre o Irã.

A nova data é relevante, já que o Congresso dos Estados Unidos terá 30 dias para deliberar sobre qualquer acordo que se pactue com o Irã, um prazo que aumentaria para 60 dias em caso de ser assinado a partir do dia 9, em razão do recesso de verão no país.

Enquanto os americanos anunciavam a extensão, a União Europeia (UE) informou em Bruxelas que estende o congelamento de suas sanções contra o Irã "para dar mais tempo às negociações".

A aplicação destas medidas punitivas europeias foi suspensa em janeiro de 2014 para permitir este processo negociador, pactuado em novembro de 2013 em um primeiro acordo interino assinado em Genebra.

Vários ministros das Relações Exteriores das seis potências e também do Irã estão desde a sexta-feira em Viena, entre eles o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry.

O Irã nega que esteja buscando um arsenal nuclear, mas, após uma década longa de inspeções, a agência nuclear da ONU não conseguiu certificar que a natureza das ambições atômicas iranianas tenham sido sempre exclusivamente pacíficas.

Os assuntos mais espinhosos nas negociações são o acesso dos inspetores internacionais a algumas instalações militares iranianas, nas quais se suspeita que houve pesquisas atômicas não declaradas, e as modalidades do alívio das sanções internacionais contra Teerã.

Nos últimos dias, vazaram à imprensa internacional comentários sobre uma suposta aproximação nos dois principais temas que impediam um acordo. Em troca, a comunidade internacional suspenderia as medidas punitivas expedidas nos últimos anos contra o Irã e que estão afetando negativamente a economia desse país. / EFE

Tudo o que sabemos sobre:
Irãprograma nuclear

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.