Irã é rechaçado em órgão da ONU para direito da mulher

País foi o único da Ásia a se candidatar e não conseguir integrar junta diretiva da organização

AE, Agência Estado

10 de novembro de 2010 | 18h46

O Irã fracassou em sua tentativa de obter uma cadeira na nova agência formada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a UN Women, criada para defender os direitos das mulheres e para promover a igualdade entre homens e mulheres.

 

O Irã foi rechaçado em votação após uma forte oposição dos Estados Unidos e dos grupos de defesa dos direitos humanos, que criticaram o tratamento dispensado às mulheres no Irã. A vaga ficará com Timor Leste.

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A eleição ocorreu hoje na sede da ONU e 54 países participaram do sufrágio no Conselho Social e Econômico das Nações Unidas. O Irã recebeu apenas 19 votos, ante 36 do Timor Leste.

 

Outros nove países da Ásia participarão da agência, inclusive a Arábia Saudita, outro país onde o tratamento dispensado às mulheres é condenado por organizações de defesa dos direitos humanos.  

 

A embaixadora americana na ONU, Susan Rice, se disse satisfeita com o resultado. "Não mantivemos em segredo (nossa opinião) de que se o Irã se somasse à junta da ONU Mulheres, teria sido um começo pouco auspicioso para a junta (...), e pensamos que hoje houve um resultado muito bom".

 

No entanto, alguns grupos de direitos humanos protestaram, porque outros países onde as mulheres não recebem tratamento igual ao dos homens conseguiram integrar a junta.

 

Entre eles, estão a Arábia Saudita, onde as mulheres não podem dirigir nem entrar em muitos estabelecimentos usados por homens, assim como a Líbia e o Congo, onde o estupro é usado como arma de guerra.

A prêmio Nobel da Paz, a advogada iraniana Shirin Ebadi, disse ontem em Nova York que a presença de países como o Irã e a Arábia Saudita na nova agência da ONU para os direitos das mulheres seria como "uma piada".

 

 A criação da super agência da ONU para defender os direitos das mulheres, que formam metade da população mundial, foi decidida em julho, por resolução. A ONU unificou quatro escritórios que lidavam com questões femininas. As informações são da Associated Press.

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