Irã e Rússia alertam sobre intervenção contra Síria

Autoridades do Irã e da Rússia alertaram a comunidade internacional sobre possíveis intervenções militares contra na Síria. O Ministério de Relações Exteriores da Rússia chegou a dizer que as consequências podem ser "catastróficas" para a região.

AE, Agência Estado

27 Agosto 2013 | 08h25

"As tentativas de passar por cima do Conselho de Segurança [da ONU] - mais uma vez para criar uma desculpa artificial e sem fundamentos para uma intervenção militar na região - são repletas de novo sofrimento na Síria e consequências catastróficas para outros países do Oriente Médio e Norte da África", disse o Ministério da Rússia.

"Pedimos que nossos parceiros americanos e todos os membros da comunidade mundial demonstrem prudência (e) estrita vigilância do direito internacional, especialmente, os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas".

Na segunda-feira, secretário de Estado dos EUA, John Kerry, declarou que o emprego de armas químicas na Síria é "inegável e indesculpável" e acusou o governo da Síria de ter destruído evidências do uso desse tipo de armamento.

De acordo com Kerry, os Estados Unidos e seus aliados estão analisando informações sobre o emprego de armas químicas na Síria e o presidente norte-americano, Barack Obama, acredita na necessidade de responsabilização dos culpados, mas ainda avalia a melhor maneira de reagir. Kerry enfatizou que ataques com armas químicas desafiam o "código de moralidade" e deveriam "chocar a consciência do mundo".

O Irã também se manifestou nesta terça-feira sobre a possível intervenção na Síria. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Abbas Araqchi, alertou sobre as "graves consequências" na região ao relatar uma conversa entre o ministro sírio da pasta, Mohammad Javad Zarif, e o representante da ONU Jeffrey Feltman

"O uso de meios militares (contra a Síria) terá consequências graves, não só para a Síria, mas para toda a região", disse Araqchi. O Irã é um dos principais aliados do presidente sírio Bashar Assad.

Araqchi também repetiu alegações de que houve "prova" de que rebeldes sírios teriam usado armas químicas, acrescentando que a Rússia, outro aliado crucial de Assad, apresentou a evidência ao Conselho de Segurança da ONU.

Ressaltando o que ele chamou de "situação delicada" na região, Araqchi aconselhou o Ocidente a exercer "sabedoria" em lidar com a Síria, especialmente porque "não há autorização do Conselho de Segurança" para a ação militar. Fonte: Dow Jones Newswires.

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