Evan Vucci/AP
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Irã e Rússia tentaram interferir nas eleições dos EUA, dizem agências de inteligência

De acordo com os órgãos, estrangeiros tentam minar confiança dos americanos na integridade do voto e espalhar desinformação

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2020 | 22h43

O diretor de Inteligência Nacional dos EUA, John Ratcliffe, disse nesta quarta-feira, 21, que a Rússia e o Irã tentaram interferir nas eleições presidenciais de 2020.

Ratcliffe fez os anúncios em uma entrevista coletiva organizada às pressas que também incluiu o diretor do FBI Chris Wray.

O anúncio duas semanas antes da eleição mostrou o nível de alarme entre as principais autoridades dos EUA de que atores estrangeiros estavam tentando minar a confiança dos americanos na integridade do voto e espalhar desinformação na tentativa de influenciar seu resultado.

"Confirmamos que algumas informações de registro de eleitores foram obtidas pelo Irã e, separadamente, pela Rússia", disse Ratcliffe durante a entrevista coletiva.

A maior parte desse registro eleitoral é público. Mas Ratcliffe disse que funcionários do governo "já viram o Irã enviar e-mails falsos destinados a intimidar eleitores, incitar a agitação social e prejudicar o presidente Trump".

Ratcliffe estava se referindo a e-mails enviados na quarta-feira e projetados para parecer que vinham do grupo pró-Trump Proud Boys, de acordo com fontes do governo.

As agências de inteligência dos EUA advertiram anteriormente que o Irã poderia interferir para prejudicar Trump e que a Rússia estava tentando ajudá-lo nas eleições.

Especialistas externos disseram que, se Ratcliffe estiver correto, o Irã tentará fazer com que Trump tenha problemas, chamando a atenção para o apoio e ameaças do grupo violento.

Os e-mails estão sendo investigados e uma fonte de inteligência disse que ainda não estava claro quem estava por trás deles.

Outra fonte do governo disse que as autoridades americanas estão investigando se pessoas no Irã invadiram uma rede ou site do Proud Boys para distribuir materiais ameaçadores. Esta fonte disse que as autoridades americanas suspeitam que o governo iraniano esteja envolvido, mas que as evidências continuam inconclusivas.

Alguns desses e-mails também continham um vídeo, desmascarado por especialistas, que pretendia mostrar como cédulas falsas podiam ser enviadas. Ratcliffe disse que a alegação era falsa.

A segunda fonte governamental disse que as autoridades dos EUA têm evidências de que a Rússia e o Irã tentaram invadir os dados da lista de eleitores em Estados não identificados. Mas a fonte acrescentou que, como muitos dos dados dos eleitores estão disponíveis comercialmente, a invasão pode ter como objetivo evitar o pagamento. /REUTERS

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