Irã e Síria querem derrubar governo libanês, dizem EUA

A Casa Branca afirmou nesta quarta-feira que "evidências corroboradas" mostram que a Síria e o Irã estão planejando, em conluio com o Hezbollah, derrubar o governo libanês.Em termos incomumente duros, o secretário de imprensa Tony Snow declarou que qualquer tentativa de fabricar manifestações ou de usar de violência ou ameaças físicas contra líderes libaneses seria uma clara violação da soberania do Líbano e de três resoluções do Conselho de Segurança da ONU.O anúncio da Casa Branca ocorreu depois de o grupo libanês Hezbollah ter ameaçado convocar protestos de rua para forçar a convocação de eleições antecipadas. O Hezbollah exige a criação de um governo de "união nacional" que daria aos militantes islâmicos poder de veto sobre decisões-chave.Snow garantiu existirem indícios de que a Síria quer impedir que o governo do primeiro-ministro Faud Saniora aprove o estatuto de um tribunal internacional que irá julgar os acusados de envolvimento no assassinato do ex-premier Rafik Hariri, em 2005."Qualquer esforço do tipo para marginalizar o tribunal irá fracassar, já que a comunidade internacional irá prosseguir com seu plano para estabelecer o tribunal, não importando o que ocorra internamente no Líbano", disse Snow. Ele acrescentou que os Estados Unidos estão empenhados no pronto estabelecimento do tribunal.Uma investigação inicial da ONU apontou haver indícios de que o assassinato de Hariri não poderia ter sido executado sem o conhecimento de oficiais de segurança tanto da Síria quanto do Líbano. O crime provocou maciços protesto de rua que levaram a Síria a retirar suas tropas do Líbano.O governo dos EUA, continuou Snow, está "cada vez mais preocupado com corroborada evidência" de que a Síria, o Irã e o Hezbollah "estão preparando planos para derrubar o governo democraticamente eleito do Líbano".Ele não ofereceu detalhes específicos sobre as evidências.Para a política dos EUA no Oriente Médio, é fundamental que o Líbano seja um país democrático, soberano e próspero, acrescentou o porta-voz.

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