Irã e UE anunciam novo ciclo de discussões sobre crise nuclear

O chefe de política exterior da União Européia, Javier Solana, e o principal negociador nuclear iraniano, Ali Larijani, agendaram uma nova rodada de diálogos nesta quarta-feira, 25, para daqui duas semanas. A proposta vem após discussões sobre como tentar romper o impasse onde Teerã se recusa a atender às demandas do Conselho de Segurança da ONU, que exige o fim do programa de enriquecimento de urânio do país.Os dois negociadores falaram após a segunda reunião do dia, um jantar não agendado, que pode indicar um possível avanço na disputa, mesmo antes do anúncio da nova rodada das próximas semanas."Dialogaremos amanhã e em duas semanas", disse Larijani à repórteres no final das duas rodadas de discussões no final desta quarta-feira. Ele descreveu os diálogos como "conversas agradáveis".Solana descreveu o jantar como "muito construtivo", acrescentando que os diálogos realmente "vão continuar amanhã e nas semanas que seguem".Os comentários aumentaram as expectativas de que eles podem encontrar um ponto comum para reiniciar as negociações nucleares, rompidas em setembro.Na véspera do encontro entre os negociadores, o grupo de países envolvidos nas negociações com o Irã sobre seu programa de enriquecimento de urânio (Alemanha e o Conselho de Segurança da ONU, formado por Rússia, França, EUA, Reino Unido e China) cogitou permitir que o país mantenha alguns de seus reatores ligados, segundo autoridades governamentais exteriores.Reconhecendo que o Irã nunca vai aceitar uma pausa completa no programa, as seis potências estão considerando "uma nova definição de enriquecimento", que pode permitir ao Irã que mantenha parte de seus planos em funcionamento.A afirmação foi feita por uma autoridade americana em condição de anonimato, mas o porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack, negou que seu país estivesse "considerando qualquer proposta que permitiria que os iranianos mantivessem qualquer atividade ligada ao enriquecimento".O Irã está mantendo 1,3 mil centrífugas ligadas no complexo de Natanz. Sua meta é atingir a casa das 50 mil (equipamento suficiente para produzir armas nucleares em massa).

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