Governo do Irã/Reuters
Governo do Irã/Reuters

Irã elogia postura diplomática de Obama

Presidente dos EUA disse que ainda há margem para negociar com Teerã sobre programa nuclear

Associated Press

08 de março de 2012 | 08h15

TEERÃ - O supremo líder do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, reagiu de forma positiva aos comentários feitos na última terça-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de que a diplomacia, e não a guerra, é o modo certo de lidar com o país persa, informou nesta quinta, 8, a televisão estatal iraniana.

 

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De acordo com a emissora, Khamenei elogiou o líder americano, que eu suas declarações afirmou que ainda há margem para tratar da questão do programa nuclear iraniano por meio da diplomacia. É bastante incomum que as posições de Washington recebam avaliações positivas de Teerã.

 

As discussões sobre o programa nuclear iraniano voltaram à pauta da comunidade internacional nas últimas semanas, quando começou a se especular a respeito de um possível ataque de Israel - inimigo declarado do Irã - ao país persa. Os israelenses afirmaram que estão dispostos a tomar atitudes do tipo para evitar que o regime dos aiatolás obtenha acesso a armas atômicas.

 

Na terça-feira, entretanto, Obama, tratou de apaziguar os ânimos. Na entrevista coletiva, ele voltou a dizer que a diplomacia ainda é a primeira opção para lidar cm o Irã e disse que seu país e Israel pagariam se agissem de forma precipitada. Washington não descartou medidas militares contra Teerã, mas tem evitado tocar no assunto.

 

Sanções

 

Mas apesar da reação positiva, o aiatolá voltou a dizer que as sanções impostas pelo Ocidente ao Irã não afetarão o país persa. Por causa da relutância em abrir suas instalações nucleares para a inspeção de agentes internacionais, o Irã já foi alvo de quatro rodadas de sanções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

As potências ocidentais acreditam que o Irã mantenha seu programa nuclear em segredo para produzir armas nucleares. Teerã, porém, nega tais alegações e diz que enriquece urânio somente com fins pacíficos. 

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