Irã encerra buscas por sobreviventes de terremotos

Equipes de resgate encerraram neste domingo as buscas por sobreviventes dos dois terremotos no noroeste do Irã que mataram pelo menos 250 pessoas e feriram mais de 2,6 mil no sábado, informou a televisão estatal. Pelo menos 20 vilarejos foram totalmente destruídos. Ahmad Reza Shajiei, autoridade do governo responsável pelas operações de resgate, informou que mais de 5 mil tendas foram armadas para abrigar as mais de 16 mil pessoas que ficaram sem teto.

AE, Agência Estado

12 de agosto de 2012 | 15h34

A TV estatal disse ainda que 44 mil pacotes de alimentos e milhares de cobertores foram distribuídos pela área atingida. Milhares de pessoas passaram a noite fora de suas casas depois que vilarejos foram destruídos e residências foram danificadas no noroeste do país pelos dois tremores, que foram seguidos por 36 tremores secundários. Imagens da rede iraniana mostraram dezenas de famílias dormindo com cobertores espalhados em parques. A TV também mostrou feridos sendo transportados em macas, enquanto outros eram submetidos a tratamento para membros quebrados e contusões em leitos hospitalares.

"O momento em que ocorreu o terremoto foi como uma picada de cobra vinda das profundezas do chão. Foi a pior experiência da minha vida", disse o morador da região Morteza Javid, 47 anos. "As paredes estavam tremendo e se movendo. Levou cerca de um minuto antes que eu pudesse fugir de dentro de casa."

Segundo oficiais do governo, as buscas terminaram relativamente rápido porque a área nas cercanias do epicentro dos tremores é remota e pouco populosa. Mais de 1.100 integrantes de equipes de resgate trabalharam durante a noite para libertar pessoas presas sob escombros e chegar a algumas das aldeias remotas afetadas pelos tremores. Quinze cães foram trazidos para ajudar nas buscas.

O Serviço Geológico dos EUA (UGSS, na sigla em inglês) informou que o primeiro terremoto de sábado teve magnitude de 6,4 graus e ocorreu 37 milhas (59,6 quilômetros) a nordeste da cidade de Tabriz, a uma profundidade de 9,9 quilômetros. A TV estatal citou o chefe do comitê de crise local chefe Khalil Saei, dizendo que o epicentro estava em uma região entre as cidades de Ahar e Haris, cerca de 200 milhas (321,9 quilômetros) a noroeste da capital Teerã.

O UGSS informou ainda que o segundo abalo teve magnitude de 6,3 graus e ocorreu 11 minutos depois. O seu epicentro foi 29 milhas (48 quilômetros) a nordeste de Tabriz, a uma profundidade de 6,1 milhas (9,8 quilômetros).

Os terremotos atingiram ainda as cidades de Ahar, Haris e Varzaqan - a última, no leste do Azerbaijão -, segundo a televisão estatal iraniana. Pelo menos seis aldeias foram totalmente destruídas e outras 133 sofreram danos que variam entre 50% e 80%.

Cerca de 36 tremores secundários sacudiram a mesma área e foram sentidos em uma região próxima do Mar Cáspio, causando pânico entre a população. O Irã se localiza em uma região de linhas de falhas sísmicas, propensa a terremotos. O país enfrenta pelo menos um terremoto por dia, em média, embora a maior parte deles é tão fraca que passa despercebida.

Em 2003, cerca de 26 mil pessoas morreram em um terremoto de magnitude de 6,6 graus que destruiu a cidade histórica de Bam, no sudeste do país. As informações são da Associated Press.

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