Irã encerra buscas por vítimas de tremor com saldo de 227 mortos

Apesar da ajuda oficial aos desabrigados, hospitais e médicos têm dificuldades para atender os feridos

TEERÃ, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2012 | 03h05

As autoridades do Irã deram por finalizados ontem, em menos de 24 horas, os trabalhos de busca e resgate de vítimas dos terremotos que devastaram parte da Província do Azerbaijão Oriental, no noroeste do país, no sábado. Segundo os números finais, foram 227 mortos e 1.380 feridos.

O ministro do Interior, Mustafa Mohamed Najjar, apresentou o balanço final à rede de TV estatal Irib - embora outras fontes afirmem que o número de vítimas ainda possa aumentar em razão do estado crítico de muitos feridos. "As operações de busca e resgate foram concluídas e agora trabalhamos para garantir abrigo e comida para os sobreviventes", disse Najjar., que está na região dos terremotos ao lado da ministra da Saúde, Marzieh Vahid Dastjerdi.

De acordo com Marzieh, as zonas onde ocorreram os tremores são muito frias no inverno. Por isto, os trabalhos devem ser antecipados antes da chegada que termine o outono.

O serviço legista do Irã informou, em nota oficial, que o número de mortos nos terremotos é de "250 a 300" e disse ter enviado à região sete equipes para fazer a perícia dos corpos. Segundo o Ministério da Saúde, dos cerca de 2 mil feridos, 961 foram enviados para hospitais da província e 35 morreram. A mesma nota afirma que, na região, há 260 médicos do governo, com uma centena de ambulâncias e três ônibus-hospital, além da ajuda de pelo menos seis helicópteros.

O diretor do Crescente Vermelho do Irã, Mahmoud Mozafar, também deu por encerrados os trabalhos de busca de vítimas e afirmou que a organização tinha montado 5.625 tendas de campanha para os desabrigados, com 10 mil cobertores. Além disso, os 863 voluntários de 92 equipes do Crescente Vermelho distribuíram 32.567 pacotes de alimentos não perecíveis e também água potável aos desabrigados.

No entanto, apesar da ajuda oficial, hospitais superlotados no noroeste do Irã tiveram dificuldade para lidar ontem com milhares de feridos após os terremotos. Cerca de 14 mil pessoas passaram a noite em barracas e acampamentos improvisados na região afetada pelos terremotos e a maioria dormia em parques por medo de tremores secundários, 60 dos quais já tinham sido registrados.

A falta de tendas e de outros suprimentos deixou várias pessoas expostas ao frio da noite, segundo testemunhas. Muitos cidadãos de Tabriz, capital da província onde os abalos foram sentidos, também passaram a noite na rua pelo temor de novos tremores. / REUTERS e EFE

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