Irã enforca iraniana-holandesa presa em protesto após eleições de 2009

Zahram Bahrami, de 45 anos, foi morta por posse e venda de drogas, segundo TV estatal

AP

29 de janeiro de 2011 | 15h22

HAIA - O ministro do Exterior holandês intimou o embaixador do Irã a dar explicações sobre a informação de que a holandesa-iraniana Zahram Bahrami, de 45 anos, foi enforcada neste sábado, 29, após ser detida em dezembro de 2009 durante protestos contra as controversas eleições presidenciais, em que Mahmoud Ahmadinejad foi reeleito.

A televisão estatal iraniana informou que Zahram foi enforcada neste sábado por posse e venda de drogas. Segundo a notícia, ela teria sido presa inicialmente por cometer "crimes contra a segurança", mas não foi dito o que houve com esse caso.

Manifestantes tomaram as ruas em 2009 após a reeleição de Ahmadinejad, dizendo que a votação foi marcada por fraudes e que o líder da oposição, Mir Hossein Mousavi, era o legítimo vencedor.

Diplomatas holandeses tiveram acesso negado a Zahram, porque o Irã se recusa a reconhecer a outra nacionalidade dela. O governo holandês teria contratado advogados para defender a mulher, que nasceu no Irã, mas ganhou cidadania holandesa após se mudar para o país.

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