igital Globe/NYT
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Irã entrega à AIEA amostras de instalação militar sob suspeita

O Irã negava o acesso da AIEA a Parchin, alegando que era uma base militar e em 2005 a agência da ONU já havia realizado inspeções sem encontrar nada; agência diz que há avanços em sua investigação

O Estado de S. Paulo

21 Setembro 2015 | 15h19

TEERÃ -  Irã entregou à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) amostras retiradas por seus próprios especialistas da instalação militar de Parchin, sob suspeita, informou uma fonte do programa nuclear iraniano citada pela agência oficial Irna

Por sua vez, a AIEA afirmou, oficialmente, que a investigação para determinar se o Irã buscou em algum momento desenvolver um programa nuclear militar registra "progressos significativos".

A comunidade internacional suspeita que a unidade de Parchin, que fica ao leste de Teerã, abrigou testes de explosões convencionais aplicáveis ao âmbito nuclear, o que o governo iraniano nega. O diretor da AIEA, Yukia Amano, fez uma visita ao local no domingo.

"Na semana passada, especialistas iranianos retiraram mostras em vários locais precisos de Parchin, sem a presença dos inspetores da AIEA, respeitando as regras e as normas correspondentes", declarou Behrouz Kamalvandi, porta-voz da Organização Iraniana de Energia Atômica (OIEA). "As mostras foram entregues aos especialistas da AIEA."

No domingo, Yukia Amano esteve em Parchin onde "visitou determinadas áreas sobre as quais existiam informações falsas", afirmou Kamalvandi no domingo. Recentemente, a imprensa americana noticiou obras suspeitas em Parchin. O porta-voz da OIEA respondeu que era a "reforma de uma estrada danificada por uma inundação".

O Irã negava o acesso da AIEA a Parchin, alegando que era uma base militar e em 2005 a agência da ONU já havia realizado inspeções sem encontrar nada. Amano fez no domingo uma visita de um dia a Teerã para obter "esclarecimentos" sobre alguns aspectos do programa nuclear do Irã.

A AIEA e as grandes potências investigam se o programa nuclear iraniano teve uma "possível dimensão militar" ao menos antes de 2003, uma suspeita que a República Islâmica sempre rebateu de modo veemente. As conclusões dessa investigação serão determinantes para a retirada das sanções internacionais contra o Irã, prevista pelo acordo assinado em julho entre Teerã e as grandes potências. / AFP 

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