Faisal Al Nasser/Reuters
Faisal Al Nasser/Reuters

Irã envia cinco aviões de alimentos ao Catar após embargo

Aeronaves com 90 toneladas cada foram para o pequeno país, que cortou relações diplomáticas com

O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2017 | 05h32

TEERÃ - O Irã enviou cinco aviões carregados de alimentos ao Catar depois do embargo imposto a esse país pela Arábia Saudita, Emiradores Árabes Unidos, Egito, Iêmen e Bahrein, declarou no domingo, 11, porta-voz da companhia aérea Iran Air, Shahrokh Nushabadi. 

"Até agora, foram cinco aviões com 90 toneladas de alimentos cada um. Vamos continuar com os envios enquanto o Catar nos pedir", acrescentou, sem dizer se trata-se de ajuda humanitária ou transação comercial.

Além disso, 350 toneladas de alimentos também foram carregadas em três pequenos barcos com o mesmo destino, informou o diretor do porto de Dayer, no sul do Irã, Mohamad Bonchari.

Os países decidiram romper relações diplomáticas com o governo de Doha porque o acusam de "apoiar o terrorismo" e de se aproximar do rival Irã. 

A ruptura teve como consequência a interrupção de viagens aéreas, marítimas e terrestres entre o pequeno país e esses países, que importa grande parte dos produtos que consome. 

Cinco empresas aéreas do Golfo anunciaram a suspensão dos voos com destino e origem no Catar. Três companhias dos Emirados Árabes - Etihad, Emirates e Flydubai - e uma saudita - Saudia - tomaram a decisão após o anúncio do fechamento das conexões áreas e das fronteiras dos três países vizinhos. 

Doha enfrentava há muito tempo acusações de ser um Estado que apoia o "terrorismo". Muitos criticam o apoio do Catar a grupos rebeldes que lutam contra o presidente sírio, Bashar Assad, e vários cidadãos do país foram objetos de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA, acusados de financiar atividades "terroristas". 

Irã, Rússia e Turquia defendem o diálogo para solucionar a crise. O Irã, de maioria xiita, e a Arábia Saudita, sunita, se opõem em todas os conflitos da região, especialmente na Síria, no Iraque e no Bahrein. / AFP

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