Irã faz detenções ligadas ao assassinato de cientista do programa nuclear

Investigações continuam, diz presidente do Parlamento; físico foi morto na semana passada

Agência Estado

16 de janeiro de 2012 | 13h31

TEERÃ - O governo do Irã realizou algumas prisões ligadas ao assassinado do cientista nuclear Mostafa Ahmadi-Roshan, ocorrido na semana passada, afirmou nesta segunda-feira, 16, o presidente do Parlamento Ali Larijani, prometendo que seu país vai vingar a morte com o uso de táticas "não-terroristas".

 

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Ele não especificou quantas pessoas foram detidas, quando as prisões foram feitas ou deu qualquer detalhe sobre as identidades ou nacionalidades dos suspeitos. "Nós descobrimos algumas pistas e algumas prisões foram feitas. As investigações continuam", disse Larijani à emissora em língua árabe Al-Alam.

 

Várias autoridades iranianas responsabilizaram Israel e os Estados Unidos pelo assassinato, no dia 11, de Ahmadi Roshan, que era vice-diretor da principal instalação de enriquecimento de urânio do Irã. O motorista do cientista também morreu quando homens que estavam numa motocicleta fixaram uma bomba com um ímã no carro de Ahmadi Roshan.

 

Foi o quinto ataque contra cientista iranianos nos últimos dois anos. Quatro cientistas - dos quais três envolvidos no programa nuclear iraniano - morreram vítimas dos ataques e um conseguiu escapar.

 

Comandantes do Exército do Irã disseram que querem "punir" os responsáveis. Mas Larijani disse que o Irã não vai usar o terrorismo para se vingar. "Não vamos hesitar em punir o regime sionistas (uma referência a Israel) para que ele entenda que tais ações têm respostas claras. Definitivamente haverá uma resposta, mas nossa ação será de natureza não-terrorista", disse ele.

 

No sábado, o vice-chefe das Forças Armadas iranianas, Masoud Jazayeri, disse que o Irã está estudando uma opção para "responsabilizar os Estados Unidos, Israel e o Reino Unido por seu envolvimento nos ataques.

 

Washington negou qualquer participação nos assassinatos. Israel, considerado o principal suspeito, não negou nem confirmou seu envolvimento, já que não costuma comentar assuntos de inteligência. As informações são da Dow Jones.

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