Irã faz reivindicações antes de retomar negociação

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, fez hoje três reivindicações para uma eventual retomada das negociações sobre seu programa nuclear, conforme cogitam os governos do Brasil e da Turquia. Ahmadinejad pediu que países que desejem negociar precisam esclarecer se eles se opõem ao arsenal nuclear de Israel, se apoiam o Tratado de Não Proliferação Nuclear e se querem ser amigos ou inimigos do Irã. No entanto, o presidente iraniano disse que a participação do país nas negociações não está condicionada às respostas.

AE-AP, Agência Estado

25 de julho de 2010 | 17h56

Os ministros do exterior do Brasil e da Turquia anunciaram hoje que se esforçarão para convocar uma reunião "o mais rápido possível" entre o Irã e os países membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) - Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido - e a Alemanha. Estes países formam o grupo P5+1.

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, chegou a oferecer Istambul como sede para esta reunião. Davutoglu disse também que a Turquia e o Brasil querem um tratado no qual o Irã enviará uma parte do seu estoque de urânio com baixo grau de enriquecimento para a Turquia em troca de combustível enriquecido a 20%, como um gesto de boa-fé antes de negociações nucleares mais amplas.

O chanceler do Irã, Manouchehr Mottaki, disse que enviará na segunda-feira uma carta à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). "Amanhã a carta será enviada a Viena (sede da entidade) e então nós poderemos começar imediatamente as negociações para os detalhes da troca de combustível", afirmou.

Em Viena, o ministro das Relações Exteriores da China, Yang Jiechi, cujo país apoiou a quarta rodada de sanções contra o Irã na ONU, disse que seu país gostaria de ver a China, os outro quatro integrantes do Conselho de Segurança e a Alemanha "retomarem as negociações com o Irã o mais rápido possível". Yang também afirmou que Pequim espera que a oferta para a troca de urânio com baixo enriquecimento por combustível nuclear seja vista de uma maneira "positiva" pelos EUA, França e Rússia, três países que originalmente apoiaram a proposta. Com informações da Dow Jones.

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