Irã: Guerra vai reviver espírito de resistência do Islã

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, descreveu os Estados Unidos como um parceiro nos "crimes que estão sendo cometidos no Líbano". Numa declaração à televisão do Estado nesta quarta-feira, Khamenei disse que os americanos podiam esperar um forte tapa na cara do pulso destruidor do Islã pelo apoio ao que chamou de "criminosos sionistas"."A natureza agressiva dos Estados Unidos e de Israel vai reviver o espírito da resistência como nunca no mundo islâmico", disse ele.Foi a primeira vez que o aiatolá se manifestou a respeito da situação no Líbano desde que deu seu apoio ao Hezbollah no início dos confrontos com Israel.Ele classificou sua fala como "uma mensagem ao mundo do Islã", argumentando que Israel e Estados Unidos haviam lançado um ataque premeditado contra o Líbano como parte de um plano para dominar o Oriente Médio e o mundo islâmico.´Bravo líder árabe´Khamenei descreveu o líder da milícia xiita Hezbollah, Hassan Nasrallah, como um bravo líder árabe - um comentário que a correspondente da BBC em Teerã Frances Harrison acredita ser uma tentativa de apagar a imagem de Nasrallah como fantoche do Irã.O apoio político ao Hezbollah aumentou no Irã nos últimos dias, mas a correspondente da BBC no país diz que há uma noção de que, mesmo que eles queiram ajudar os militantes, não há muito que se possa fazer já que Israel está bombardeando todas as estradas que levam ao Líbano.Por enquanto, o sentimento geral é de que o Irã pode ajudar levantando apoio político ao Hezbollah e tentando organizar o envio de ajuda humanitária ao Líbano.Mas a mídia local tem noticiado que a Arábia Saudita e a Turquia negaram permissão para que aviões iranianos levando suprimentos usassem seu espaço aéreo.

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