Irã insiste em coalizão liderada pela ONU

O Irã manteve sua posição de que qualquer campanha contra o terrorismo internacional deve ser empreendida sob liderança da Organização das Nações Unidas (ONU), enquanto Jack Straw, secretário de Exterior da Grã-Bretanha, dirigia-se nesta segunda-feira a Teerã apara analisar o que o Irã poderia oferecer à coalizão antiterrorismo que os Estados Unidos tentam construir. A visita de Straw é a primeira de um chanceler britânico ao país desde 1979, quando ocorreu a Revolução Islâmica no Irã - no mesmo ano, os Estados Unidos romperam todos os seus laços diplomáticos com a República Islâmica. O ministro iraniano de Relações Exteriores, Kamal Kharrazi, disse nesta segunda-feira ao Parlamento não esperar que Straw leve "alguma mensagem especial (de Washington) que deva ser trasmitida" aos líderes iranianos. A caminho de Teerã, Straw parou em Amã, na Jordânia, onde conversou com o rei Abdullah II e com o líder palestino Yasser Arafat. "Pelo tipo de declaração e apoio oferecidos pelo presidente Arafat e pelas declarações do presidente do Irã, estamos construindo um consenso internacional contra o terrorismo devastador ao qual assistimos em 11 de setembro e formando uma coalizão internacional, que reconheça ser do interesse de todas as religiões, de todas as fés, de todas as civilizações que uma atitude seja tomada para impedir que atos terroristas deste tipo voltem a acontecer", disse o chanceler britânico aos jornalistas. De acordo com Kharrazi, "o Irã é favorável a uma campanha antiterrorismo sob a liderança da ONU". Nesta segunda-feira, o presidente do Irã, Mohammad Khatami, conversou por telefone com líderes de Egito, Síria e Arábia Saudita em busca de apoio a uma coalizão que seja liderada pelas Nações Unidas e não pelos EUA.

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