Abedin Taherkenareh/Efe
Abedin Taherkenareh/Efe

Irã levará à ONU queixa contra os EUA por 'terrorismo'

Teerã culpa Washington e Israel por assassinatos de físicos nucleares e pedirá providências

Agência Estado

04 de novembro de 2011 | 10h26

TEERÃ - O chefe das negociações nucleares do Irã disse nesta sexta-feira, 4, que o país deve levar queixas contra os Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU) por supostas "operações terroristas", incluindo assassinatos de alguns de seus cientistas nucleares.

 

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Em discurso feito durante um evento que marca o aniversário do cerco à embaixada americana em 1979, Saeed Jalili afirmou que os iranianos levarão "documentos de planos terroristas dos Estados Unidos contra o Irã" à ONU ainda nesta sexta. Várias físicos nucleares iranianos morreram nos últimos anos e Teerã culpa Israel e os americanos pelos assassinatos.

 

Jalili afirmou que, por meio do terrorismo, os Estados Unidos "atacaram a infraestrutura de muitos países em todo o mundo". Ele ainda repetiu o discurso do líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, de que os documentos "provarão o envolvimento dos americanos nesses atos terroristas" e declarou que pedirá à ONU que tome providências.

 

Teerã já enfrenta atritos similares com Washington, acirrados depois de os americanos anunciarem a descoberta de um plano de dois iranianos para assassinar o embaixador da Arábia Saudita nos Estados Unidos e para incendiar missões diplomáticas no país. O Irã negou as acusações e as considerou "invenções" das autoridades americanas.

 

Manifestação

 

Milhares de iranianos foram às ruas celebrar os 32 anos do cerco à embaixada americana em Teerã, após a Revolução Islâmica de 1979. A tomada durou 444 dias e, inicialmente, 66 americanos foram mantidos reféns na missão diplomática.

 

Segundo Jalili, a "árvore da Revolução Islâmica cresceu forte em todo o mundo" e, por isso, serviu de exemplo para o que chamou de "despertar islâmico" que ocorre na região, do qual o Irã considera-se o predecessor.

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