Irã mantém esforços para a liberação de detidos pelos EUA

Os contatos para a libertação dos cinco funcionários iranianos detidos em 11 de janeiro pelos Estados Unidos no Curdistão iraquiano continuam nesta quinta-feira, 5, informou a imprensa iraniana.O ministro de Inteligência iraniano, Gholam-Hossein Ejeie, disse à agência Irna que os "esforços para libertar os detidos continuam". Nesta quarta, os Estados Unidos anunciaram que representantes iranianos poderiam visitar os cinco capturados.Gholam-Hossein disse, no entanto, que "até o momento não houve medidas efetivas neste sentido" por parte das forças americanas.O ministro negou que a libertação dos cinco iranianos possa estar relacionada com a libertação dos 15 militares do Reino Unido detidos no Golfo Pérsico.Por sua vez, segundo a agência semi-oficial iraniana "Fars", o ministro de Exteriores iraquiano, Hushiar Zebari, assegurou que seu governo prossegue os esforços para a libertação dos funcionários de Teerã detidos na cidade de Erbil, capital do Curdistão iraquiano."Esperamos que os esforços para a libertação dos cinco diplomatas iranianos detidos em Erbil por forças americanas dêem resultado positivo dentro de pouco tempo", afirmou Zebari, que elogiou a decisão do Irã de libertar os marinheiros britânicos.O ministro iraquiano considerou que esta decisão foi tomada num bom momento para "jogar uma luz na escuridão em que está imersa a região" e ressaltou que esta "beneficia o Irã e ajuda à situação de segurança" em toda a zona.Numa operação militar, as forças americanas capturaram cinco funcionários do Consulado do Irã em Erbil, e não se teve nenhuma notícia deles desde então.Os EUA dizem que os detidos são membros das forças dos Guardiães da Revolução do Irã e acusam-nos de colaborar com a insurgência iraquiana e preparar "atos terroristas".Teerã negou as acusações mais de uma vez e exigiu a libertação de seus funcionários, que assegura serem diplomatas.

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