Irã melhora tecnologia para enriquecimento de urânio

Ministério do Exterior diz que país instalou novas centrífugas para aumentar velocidade de processo.

BBC Brasil, BBC

19 de julho de 2011 | 11h36

TEERÃ - O governo do Irã afirmou nesta terça-feira, 19, que instalou novas centrífugas com "mais qualidade e velocidade" para melhorar o processo de enriquecimento de urânio em suas usinas nucleares. Um porta-voz do Ministério do Exterior iraniano afirmou que a Agência Internacional de Energia Atômica da ONU (AIEA) está fazendo a supervisão total das novas centrífugas.

 

"Ao instalar novas centrífugas, estamos progredindo, com mais velocidade e qualidade", afirmou o porta-voz Ramin Mehmanparast. De acordo com ele, esta medida mostra o sucesso do Irã em suas "atividades nucleares pacíficas".

Condenação francesa

 

O governo iraniano alega que está enriquecendo urânio para geração de energia elétrica e aplicação medicinal. O urânio enriquecido pode ser usado para fins civis, mas também pode ser usado na fabricação de bombas atômicas.

O anúncio do governo iraniano nesta terça-feira foi feito apesar das exigências internacionais de que o país suspenda suas atividades nucleares. O governo da França já reagiu ao novo anúncio, condenando a instalação de novas centrífugas e afirmando que é uma nova provocação.

Armas

Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e outros países ocidentais temem que o programa nuclear do Irã vise o desenvolvimento de armas nucleares, apesar de o governo iraniano negar. Seis países estão negociando com o Irã a questão do programa nuclear. O Irã também está sujeito a sanções do Conselho de Segurança da ONU devido a sua recusa em suspender o enriquecimento de urânio.

Em junho o governo da Grã-Bretanha acusou o Irã de testar mísseis capazes de levar ogivas nucleares, em desrespeito à resolução da ONU. Os iranianos testaram abertamente 14 mísseis terra-terra com um alcance de 2 mil quilômetros como parte de um programa de exercícios militares que durou dez dias.

 

O Ministério do Exterior iraniano afirmou que nenhum dos mísseis testados tinha capacidade de levar uma ogiva nuclear.

 

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