Irã: membros do Conselho de Segurança não chegam a acordo sobre sanções

Um alto diplomata americano informou nesta terça-feira que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha, não chegaram a um acordo sobre como proceder caso o Irã não atenda as exigências da entidade. No final de março, o conselho determinou o que o país cancelasse todas as suas atividades de enriquecimento de urânio até o dia 28 de abril. Segundo o funcionário dos Estados Unidos, a imposição de sanções contra a República Islâmica foi discutida durante o encontro, mas não houve consenso. Após o encontro realizado em Moscou, o subsecretário de Estado americano, Nicholas Burns, disse à Associated Press que os diplomatas reconheceram "a necessidade de uma resposta dura contra as flagrantes violações do Irã às suas responsabilidades internacionais". Burns acrescentou que a possibilidade de sanções foram discutidas durante o encontro promovido pelo ministério do Exterior Russo, indicando que novas negociações serão necessárias. "As ações do Iran na semana passada preocuparam profundamente a comunidade internacional", disse. "Todos concordaram que a atitude é negativa e vai no sentido contrário de nossas expectativas." E continuou: "Agora, nossa tarefa é encontrar o caminho certo." Na última semana, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, anunciou a entrada do país "no clube das potências nucleares". A declaração foi feita após a difusão de notícias de que o país conseguiu enriquecer urânio em pequena escala em uma de suas instalações nucleares. Burns não deu detalhes sobre os tipos de sanções discutidas e preferiu não especificar as datas em que seriam aplicadas. Ele também recusou-se dizer se a Rússia abrandou sua firme oposição à adoção de sanções contra o país islâmico. Mesmo assim, Burns reiterou que os EUA contam com a ação do Conselho de Segurança depois de expirado o prazo dado ao Irã na última reunião da entidade. Caso isso ocorra, Estados Unidos e Reino Unido já avisaram que brigarão por uma resolução que não dê outra opção à Teerã além do cancelamento do seu programa de enriquecimento de urânio. Cortar as mãos Apesar de toda a pressão, Ahmadinejad já deixou claro que não será fácil demovê-lo de suas ambições nucleares. Nesta terça-feira, o presidente iraniano disse que "irá cortar a mão de qualquer agressor" que ameaçar a nação islâmica. Além disso, deu a entender que as forças armadas do país devem equipar-se com as mais modernas tecnologias.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.