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'Irã não afeta relação Brasil-EUA', diz Burns

Depois de afirmar que "parceiros não terão consenso sempre sobre todas as coisas", o vice-secretário de Estado americano, William Burns, declarou ontem, no Rio, que tanto o Brasil quanto os EUA coincidem que o programa nuclear do Irã não pode continuar sem que Teerã assuma a responsabilidade de submeter suas instalações à inspeção internacional.

ROBERTO LAMEIRINHAS , RIO, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2012 | 03h04

Burns procurou desmentir que a posição do Brasil - menos rígida do que a dos EUA e de seus parceiros europeus - sobre o Irã possa comprometer a aproximação, que ele qualificou de "forte e crescente" entre Brasília e Washington.

Ele ressaltou, no entanto, esperar que o País se junte ao grupo de nações que pressiona os iranianos a demonstrar que seu programa atômico é realmente pacífico.

"Neste ponto específico, não há dúvidas de que Brasil e EUA compartilham a ideia de garantir que não haja proliferação de armas nucleares", declarou Burns. "O próprio Brasil já se mostrou como um exemplo bom nessa questão. Ele exerce seu direito de buscar a tecnologia nuclear para fins pacíficos, mas não foge à responsabilidade de submeter suas atividades à fiscalização internacional."

"Em relação à pressão sobre o Irã, há sinais de que seu governo esteja se encaminhando na direção de negociações. Não é possível que Teerã diga que não busca fins militares para seu programa atômico e, ao mesmo tempo, não permita a realização de inspeções", afirmou Burns.

O número 2 da diplomacia americana também anunciou a próxima visita da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, a Brasília para os dias 16 e 17 de abril - quando participa da reunião de cúpula da Sociedade para Governos Abertos.

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