Irã não desistirá de seu programa nuclear

O Irã não renunciará ao enriquecimento de urânio, afirmou neste domingo o chefe da delegação iraniana encarregada de negociar a questão nuclear, Javad Vaidi. Ele acrescentou que o pedido feito pelos países ocidentais é um sinônimo de "humilhação nacional". "A República do Irã não é obstinada nem aventureira, mas não aceitará a supressão de suas atividades para a fabricação de combustível nuclear", disse Vaidi, membro do Conselho Nacional de Segurança.Vaidi e o chanceler iraniano, Manuchehr Motaki viajarão nesta segunda para Bruxelas para se reunir com o alto representante da União Européia para Política Exterior, Javier Solana. O encontro ocorrerá em meio a novos esforços diplomáticos para pôr fim ao impasse com o Ocidente em torno do programa nuclear iraniano. O Irã insiste que seu programa busca desenvolver combustível nuclear para geração de energia, mas os EUA o acusam de tentar fabricar armas nucleares.O chanceler iraniano disse que seu país poderia considerar uma proposta da Rússia para enriquecimento de urânio em território russo, mas somente se forem satisfeitas certas exigências. Motaki disse que o Irã precisa determinar "os sócios do plano, a duração do projeto, o local do enriquecimento e o consenso de todos os setores envolvidos". Ele reiterou que seu país não aceitará nenhuma "negociação condicional" sobre seu programa nuclear.Nesta segunda, começa em Moscou negociações sobre a proposta de transferir para o território russo a produção iraniana de urânio enriquecido. Moscou fez a proposta para tentar acabar com o temor de que o Irã possa fabricar armas nucleares. A Rússia é um dos países que apoiou a resolução da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para apresentar o caso iraniano ao Conselho de Segurança da ONU - órgão máximo da organização que poderá impor sanções ao Irã.O presidente cubano, Fidel Castro, recebeu o presidente do Parlamento do Irã, Gholam Ali Haddad Adel, a quem ratificou o "firme apoio de Cuba ao direito do Irã de usar a energia nuclear para fins pacíficos, incluindo a produção do combustível pertinente", publicou hoje o jornal Juventude Rebelde.

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