Irã não é um jogo, diz Obama a republicanos

Ao mesmo tempo em que eleitores republicanos votavam ontem nas primárias em dez Estados, o presidente americano, Barack Obama, reunia-se com a imprensa para defender sua condução da crise nuclear iraniana. Segundo ele, as críticas da oposição são descompromissadas. Obama escolheu o dia da Superterça para sua primeira entrevista coletiva na Casa Branca desde outubro passado.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2012 | 03h01

"Isso não é um jogo", disse, sobre a possibilidade de uma guerra com Teerã. "Esse pessoal (os pré-candidatos republicanos) não tem muitas responsabilidades. Eles não são o comandante em chefe."

O presidente ressaltou ainda que um conflito poderia provocar perdas humanas e econômicas para os EUA. Embora não descarte a opção militar, Obama defendeu a pressão diplomática e as sanções impostas ao regime dos aiatolás.

"Não há dúvidas de que os que estão batendo os tambores de guerra deveriam explicar claramente ao povo americano quais seriam os custos e os benefícios da guerra", criticou. "Os que alardeiam a guerra não são os mesmos que pagam o preço."

O presidente mostrou-se também otimista com a retomada de negociações negociação com o Irã, reaberta ontem em decisão tomada em Bruxelas (mais informações na página A11), Obama disse não esperar um acordo logo na primeira rodada, mas acredita que Teerã dará passos graduais para evitar um conflito.

O pretexto para a coletiva foi um anúncio de medidas para suavizar a situação de milhares de americanos, sobretudo os veteranos de guerra, do peso das hipotecas e do risco de despejo. Nenhuma das dez perguntas tocou esse tema. Todas concentraram-se na questão eleitoral e na conversa entre Obama e o primeiro-ministro de Israel, Benyamin Netanyahu, no dia anterior.

Provocado sobre as críticas de Mitt Romney, o pré-candidato favorito republicano, à sua política externa, especialmente sobre o Irã, Obama desejou-lhe sorte na votação de ontem.

Síria. Na entrevista, o presidente voltou a dizer que a saída do ditador Bashar Assad do poder é uma questão de tempo, mas disse ser contrário a uma intervenção como a da Líbia. / D.C.M

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