Irã não terá bomba atômica até 2009, diz Israel

O chefe dos Serviços Secretos de Israel (Mossad), Meir Dagan, informou ao Parlamento que, segundo seus investigadores, o Irã não poderá fabricar sua primeira bomba atômica até 2009, segundo a edição desta terça-feira do jornal "Ha´aretz". Em um relatório semestral para a Comissão Parlamentar de Assuntos de Segurança e do Exterior, citado pelo jornal, Dagan diz que o Irã terá armas nucleares se conseguir superar todos os obstáculos tecnológicos para produzir urânio enriquecido.O Irã quer ter 3 mil centrífugas no fim de 2007 com o objetivo de produzir urânio enriquecido, essencial para a fissão nuclear. Ao conseguir tal meta e após três meses de trabalho ininterrupto, o país estará em condições de conseguir a quantidade de urânionecessária, segundo Dagan. Em 2008, as centrífugas estarão operando há um ano e poderão produzir 25 quilos de urânio, o que significa que em mais um ou dois anos poderão fabricar uma arma nuclear, acrescenta.Uma "importante fonte" israelense não identificada expressou ao jornal a convicção de que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - Estados Unidos, Rússia, França, China e ReinoUnido - apoiarão a imposição de sanções ao Irã por se negar a suspender seus supostos planos para fabricar armas nucleares. Israel espera que EUA e União Européia vão além do que for decidido pelo Conselho de Segurança e imponham uma ampla gama de pressões políticas e econômicas sobre o Irã. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, reiterou recentemente que "Israel deve ser riscado do mapa", enquanto o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, insinuou na semana passada que seu país também possui armas atômicas. Segundo a fonte citada pelo "Ha´aretz", vários países impuseram sanções oficiosas ao Irã, evitando contatos de alto nível diplomático ou negando-se a receber personalidades do país. No relatório, Dagan também se mostra cético a respeito das últimas ofertas de paz do presidente sírio, Bashar al-Assad, em troca das Colinas do Golã, que Israel ocupou na Guerra dos Seis Dias (1967). De acordo com o chefe do Mossad, Assad não continuará "passivo" se Israel rejeitar o desafio de voltar às negociações, interrompidas desde 1999, e está disposto se arriscar em uma nova guerra. Fontes militares da Arábia Saudita, citadas por um jornal local e reproduzidas pela rádio pública israelense, asseguraram que o principal objetivo da visita que Assad iniciou segunda-feira em Moscou é aaquisição de novas armas russas, "muito necessárias para a Síria", segundo o vice-presidente do país, Farouk al-Shara. As fontes afirmam que as compras de Assad serão financiadas peloIrã.

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