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Aaron Harris/Reuters
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Irã nega ligação com plano de atentado no Canadá

'Nos opomos a qualquer ação terrorista e violenta que possa ameaçar as vidas de pessoas inocentes', diz porta-voz

Agência Estado

23 de abril de 2013 | 08h45

TEERÃ - O Irã negou, nesta terça-feira, ter qualquer ligação com um suposto plano terrorista que, segundo autoridades canadenses, foi formulado por integrantes da Al-Qaeda em território iraniano e tinha como objetivo descarrilar um trem de passageiros.

Autoridades canadenses acreditam que os suspeitos Chiheb Esseghaier, de 30 anos, e Raed Jaser, de 35, receberam "instruções e orientação" de membros da Al-Qaeda no Irã, embora não tenha havido afirmações de ataques patrocinados por Teerã. Acredita-se que Esseghaier seja tunisiano e que Jaser seja cidadão dos Emirados Árabes Unidos.

Alguns integrantes da Al-Qaeda receberam permissão para ficar no Irã após terem fugido do Afeganistão, mas estariam sob rígido controle iraniano. As relações entre o Irã, predominantemente xiita, e a Al-Qaeda, liderada por sunitas, têm sido duras há vários anos.

O Irã foi um forte opositor do Taleban, que abrigou Osama bin Laden e outros líderes antes da invasão do país com os ataques de 11 de setembro de 2001. Muitos líderes da Al-Qaeda também veem o muçulmanos xiitas com desconfiança e hostilidade.

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, disse aos jornalistas que "não há evidências firmes" de qualquer envolvimento iraniano e que grupos como a Al-Qaeda "não tem compatibilidade" com o Irã, seja em questões políticas ou ideológicas.

"Nós nos opomos a qualquer ação terrorista e violenta que possa ameaçar as vidas de pessoas inocentes", afirmou Mehmanparast. Ele disse que as afirmações canadenses são parte das políticas hostis contra Teerã e acusou o Canadá de indiretamente ajudar a Al-Qaeda ao se unir ao grupo ocidental que dá apoio aos rebeldes na Síria.

Alguns grupos islâmicos, que afirmam ser aliados da Al-Qaeda, se uniram às forças que tentam derrubar o regime do presidente sírio Bashar Assad, um dos principais aliados do Irã na região. "A mesma corrente (da Al-Qaeda) está matando pessoas na Síria, ao mesmo tempo em que recebe apoio do Canadá", afirmou Mehmanparast.

Em outro comentário, o ministro de Relações Exteriores iraniano, Ali Akbar Salehi, disse que as afirmações das autoridades canadenses são "as mais ridículas palavras falsas". "Eu espero que as autoridades canadenses lancem mão de mais sabedoria", disse ele.

Os dois países não têm mais relações diplomáticas desde que o Canadá ter tomado a medida unilateral de fechar sua embaixada em Teerã em 2012 e ter expulsado diplomatas iranianos de Otawa.

As informações são da Associated Press

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