Irã nega papel em ataques cibernéticos no Golfo

Autoridades iranianas negaram qualquer envolvimento nos recentes ataques cibernéticos a companhias de petróleo e gás no Golfo Pérsico e afirmaram que consideram bem-vindas quaisquer investigações sobre o caso, informou a agência de notícias semioficial ISNA neste domingo.

AE, Agência Estado

14 de outubro de 2012 | 11h26

O secretário do Centro Nacional de Ciberespaço, Mahdi Akhavan Bahabadi, avaliou que são "politicamente motivadas" as acusações norte-americanas de que haveria uma ligação do Irã com o vírus Shamoon, um "malware" - termo usado no meio tecnológico para produtos nocivos a computadores. O vírus atingiu a companhia petrolífera saudita Aramco e a produtora de gás natural RasGas, do Qatar, de acordo com a agência de notícias.

"Nós interpretamos a questão politicamente e à luz dos temas domésticos norte-americanos, assim como da eleição presidencial", afirmou o secretário iraniano. O vírus pode se espalhar por meio de computadores conectados a redes e não só rouba dados como também apaga informações do disco.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, afirmou que mais de 30 mil computadores foram devastados pelo vírus, classificando o episódio como um dos mais destrutivos ataques cibernéticos ao setor privado já feitos até o momento.

Nas semanas anteriores, autoridades do governo norte-americano afirmaram que acreditavam que hackers iranianos, provavelmente com o apoio do governo, seriam os responsáveis pelos ataques. Agências norte-americanos têm dado apoio às investigações no Golfo e concluíram que o nível de recursos necessários para se conduzir um ataque mostra que haveria algum grau de envolvimento de estado, e acordo com uma ex-autoridade que só concedeu entrevista em condições de anonimato. As informações são da Associated Press.

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