Irã nega ter atrapalhado negociações nucleares

O ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, negou nesta terça-feira as afirmações dos Estados Unidos de que o país atrapalhou as conversações nucleares em Genebra e apontou a França como culpada.

Agência Estado

12 de novembro de 2013 | 11h37

O secretário de Estado norte-americano John Kerry declarou na segunda-feira, em Abu Dabi, que o Irã frustrou as negociações em Genebra quando as potências mundiais estavam fechando um acordo para conter o programa nuclear de Teerã, em troca de alívio às sanções impostas ao país.

Em sua conta no Twitter, Zarif fez alusões aos comentários do ministro de Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, que tem sido ridicularizado pela mídia iraniana após o surgimento de relatos de que ele atrapalhou o acordo.

"Senhor secretário de Estado, foi o Irã que mudou metade do texto dos norte-americanos na quinta-feira e fez declarações contrárias na manhã de sexta-feira?", perguntou Zarif.

Na noite de segunda-feira, Zarif minimizou as declarações de Kerry. "Para sermos justos, alguns desses comentários são feitos para atender a certas preocupações ou àquelas do país anfitrião", declarou o ministro de Relações Exteriores.

Fabius passou a fazer parte das conversações na sexta-feira e imediatamente emitiu um comunicado dizendo que, embora tivesse havido progresso nas negociações, "nenhum acordo foi fechado ainda".

No dia seguinte, ele foi ainda menos otimista. "Há um esboço inicial que não podemos aceitar", disse Fabius à rádio France Inter na manhã de sábado. "Há alguns pontos sobre os quais não estamos satisfeitos", acrescentou ele, citando o "extremamente prolífico" reator nuclear de Arak e a questão do enriquecimento de urânio.

As negociações, que fizeram com que ministros de Relações Exteriores do Reino Unido, Estados Unidos, França, China e Alemanha fosse às pressas para Genebra na expectativa de concluir um acordo com o Irã, terminaram sem conclusão na manhã de domingo. As conversações serão retomadas em 20 de novembro, também em Genebra.

Os diplomatas afirmam que um acordo está próximo, apesar da falta de avanços no final de semana. Fonte: Dow Jones Newswires.

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