Irã nuclear: G-8 espera resposta até a próxima semana

Os ministros do Exterior dos países do G-8 - grupo formado pelos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia - disseram nesta quinta-feira que esperam que o Irã responda se aceita ou não a oferta de um pacote de incentivos internacionais para que abandone seu programa de enriquecimento de urânio até o dia 5 de julho. Os ministros disseram estar desapontados com o governo iraniano por não ter respondido até agora. "Nós esperamos uma resposta clara e substantiva às nossas propostas" até a reunião do dia 5 de julho entre o chefe de política externa da União Européia, Javier Solana, e o negociador nuclear do Irã, Ali Larijani. Esta reunião será a primeira desde que o pacote de incentivos foi proposto no dia 5 de junho.Larijani, quando recebeu a proposta, disse que o pacote contem "passos positivos", mas será necessário muita conversa para evitar ambigüidades."Um acordo deste tipo irá permitir que o povo iraniano desfrute de benefícios de um programa nuclear civil moderno e trará ao Irã várias vantagens políticas e econômicas de longo prazo", disseram os ministros do G-8 em um comunicado divulgado nesta quinta-feira.Segundo o ministro de Exterior da Rússia, Sergey Lavrov, as principais nações envolvidas com a negociação com Teerã irão avaliar a situação do país até a metade de julho.Encontro do G-8Os ministros estão em um encontro em Moscou realizado antes da reunião de 15 a 17 de julho dos líderes do G-8, e discutem questões relativas à Coréia do Norte, Iraque, Afeganistão e os Bálcãs. Além disso, discutiram um pedido para doações internacionais para ajuda humanitária.Os ministros condenaram o seqüestro do soldado israelense na Faixa de Gaza e pediram ao governo palestino que "tome medidas imediatas" para libertá-lo.Em uma vídeo conferência com diplomatas da Rússia, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos, França, Itália, Canadá e Japão, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, disse que Israel deveria reagir com precaução.Lavrov não respondeu diretamente a uma pergunta sobre como seriam as sanções econômicas da Organização das Nações Unidas (ONU) caso o Irã não responda se aceita a proposta. O ministro disse que as sanções não eram parte das conversas desta quinta-feira.

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