Irã pede ao 5+1 confirmação oficial de retomada do diálogo nuclear

'Conversas serão frutíferas se mantidas em um ambiente de colaboração', diz negociador iraniano

Efe

19 de outubro de 2010 | 11h19

TEERÃ - O governo do Irã pediu nesta terça-feira, 19, às potências nucleares que confirmem por carta e de maneira oficial o reatamento das negociações sobre seu programa nuclear, conforme o país vinha sinalizando nas últimas semanas.

 

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Em sua entrevista coletiva semanal, o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, expressou o desejo de seu país que este diálogo ocorra "de maneira justa e com respeito aos direitos das nações".

 

"O Irã está ainda à espera da resposta à carta que (o chefe negociador iraniano, Said) Jalili enviou à chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton (porta-voz do 5+1), sobre o reatamento das conversas", afirmou.

 

Mehmanparast ressaltou que seu país "dá a boas vindas a qualquer tipo de diálogo que respeite os direitos das nações" e assinalou que a negociação "será frutífera se forem mantidas em um ambiente de colaboração e não de confronto".

 

O 5+1 é o grupo de países formado pela Alemanha e pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) - China, EUA, Rússia, Reino Unido e França - que negociava com o Irã uma maior abertura do programa nuclear deste país.

 

As potências ocidentais acusam o Irã de esconder, sob seu programa nuclear civil, outro de natureza clandestina e aplicações bélicas, cujo objetivo seria a aquisição de armas atômicas. Teerã nega tais alegações.

 

As tensões sobre o programa nuclear iraniano se acirraram no final do ano passado após o Irã rejeitar uma proposta de troca de urânio feita por EUA, Rússia e Reino Unido. Meses depois, o país começou a enriquecer urânio a 20%.

 

Um acordo mediado por Brasil e Turquia para troca de urânio chegou a ser assinado com o Irã em maio. O acordo, porém, foi rejeitado pelo Grupo de Viena - composto por Rússia, França, EUA e AEIA - e o Conselho de Segurança da ONU optou por impor uma quarta rodada de sanções ao país.

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