Irã pede informações sobre ex-agente do FBI desaparecido

O Irã pediu nesta segunda-feira, 16, que os Estados Unidos forneçam "mais informações" sobre o caso do ex-agente do FBI Robert Levinson, supostamente desaparecido na ilha iraniana de Kish, no Golfo Pérsico.O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores, Mohammed Ali Hosseini, disse que Teerã "investiga" também o caso de um repórter da Radio Free Europe/Radio Liberty (RFE/RL) que, segundo a emissora, está impedido pelas autoridades iranianas de deixar o país."A informação oferecida (sobre Levinson) pela embaixada suíça (encarregada dos interesses dos EUA no Irã) é incompleta", disse Hosseini.A afirmação foi uma resposta a uma notícia publicada na sexta-feira passada pelo jornal britânico Financial Times, que afirmava que um fugitivo americano no Irã assegurou que teve um encontro com o ex-agente do FBI antes de seu desaparecimento, há um mês.Segundo o jornal britânico, as autoridades americanas ofereceram poucos dados sobre Levinson e indicaram que ele estava em uma viagem particular.O fugitivo americano, que vive no Irã desde o assassinato nos Estados Unidos de um opositor iraniano em 1980, assegurou ao jornal que tinha encontrado com o ex-agente desaparecido em um hotel de Kish, ponto turístico do Golfo Pérsico, em 8 de março."As informações que recebemos até o momento sobre essa pessoa (Levinson) não são completas e mantemos atualmente contatos com a Embaixada suíça sobre o assunto", disse o porta-voz iraniano.Dawud Salahuddin, que se converteu ao islã e se refugiou no Irã em 1980, onde se chama Hassan Abdulrahman, afirmou ao jornal que foi detido no quarto que dividia com Levinson e interrogado sobre seu passaporte iraniano.Segundo o Financial Times, assegurou que as autoridades iranianas o puseram em liberdade no dia seguinte à tarde e lhe informaram que Levinson tinha partido para Dubai.Por outro lado, o porta-voz iraniano disse que Teerã "investiga" o caso do repórter Parnaz Azima, correspondente da RFE/RL.A emissora afirmou no sábado, 14, em comunicado, que as autoridades iranianas tinham retirado o passaporte de Azima em sua chegada, em 25 de janeiro, ao aeroporto de Teerã, e que desde então rejeitam devolvê-lo para que o repórter deixe o país.Azima, que tem as nacionalidades americana e iraniana, realizava uma visita particular ao Irã quando as autoridades retiveram seu passaporte, segundo a rádio."Este caso está sendo investigado pelas autoridades", disse Hosseini, sem informar mais detalhes.

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