Office of the Iranian Supreme Leader via AP
Office of the Iranian Supreme Leader via AP

Irã pede que Coreia do Norte tenha 'precaução' em reunião com EUA

Governo iraniano alerta que depois que Trump assumiu a presidência americana, Washington 'sabotou' os acordos unilaterais e se retirou unilateralmente deles

O Estado de S.Paulo

11 Junho 2018 | 15h53

TEERÃ - O governo iraniano alertou nesta segunda-feira, 11, à Coreia do Norte para atuar com "precaução" por conta do descumprimento dos Estados Unidos com compromissos internacionais, na véspera da reunião entre os líderes americano e norte-coreano, Donald Trump e Kim Jong-un.

Na entrevista coletiva semanal, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Bahram Ghasemi, advertiu aos dirigentes da Coreia do Norte sobre o "histórico de sabotagem e violação dos compromissos internacionais e bilaterais" dos Estados Unidos.

"Especialmente desde que Trump assumiu o cargo, Washington sabotou os acordos internacionais e se retirou unilateralmente deles", disse.

Como exemplo, ele citou a saída dos Estados Unidos, em maio, do acordo nuclear de 2015, assinado entre o Irã e seis grandes potências para limitar o programa atômico do seu país em troca da suspensão das sanções internacionais.

"Teerã acredita que o governo da Coreia do Norte deve atuar com precaução (...). Somos muito céticos sobre as intenções dos Estados Unidos", afirmou.

Apesar de se mostrar "pessimista" sobre o encontro, Ghasemi enfatizou que o Irã apoia "a paz e a estabilidade" na Península da Coreia.

As delegações diplomáticas da Coreia do Norte e dos Estados Unidos se reuniram em Cingapura hoje, pela última vez, para fechar a agenda da histórica reunião de amanhã sobre a desnuclearização do país asiático.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou que os Estados Unidos estão "preparados" para oferecer à Coreia do Norte garantias de segurança inéditas na história das negociações nucleares entre os dois países. No entanto, o mesmo Pompeo expôs recentemente 12 drásticas condições ao Irã para evitar a recolocação de sanções após a retirada dos Estados Unidos de forma unilateral do pacto nuclear. / EFE

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