Irã prende pelo menos 10 suspeitos de trabalhar para a Mossad

Serviço secreto iraniano diz que suspitos podem estar ligados com morte de cientista nuclear

Associated Press

11 de janeiro de 2011 | 13h43

TEERÃ - Mais de 10 pessoas foram presas no Irã em conexão com o assassinato de um físico nuclear no ano passado, e supostamente vinculados à agência de espionagem de Israel, Mossad, informaram nesta terça-feira 11, as autoridade iranianas.

 

O chefe do serviço de espionagem iraniano, Heidar Moslehi, acusou Israel de tentar reverter todo o avanço tecnológico nas nações muçulmanas mas não revelou novos detalhes sobre sua afirmação, feita no dia anterior, de que a investigação do Irã sobre o assassinato de um cientista nuclear havia levado seus agentes a infiltrar-se na Mossad.

 

Não foram especificadas quantas pessoas foram presas, mas Moslehi acusou os "mais de dez" detidos de pertencer a organizações vinculadas à agência israelense.

 

Entre os materiais que o Irã diz ter confiscado, e exibidos nesta terça-feira à imprensa pelo Ministério da Inteligência havia armas de fogo, equipamentos de comunicação, dispositivos para filmar e uma bomba. Uma das armas tinha um silenciador.

 

O catedrático da Universidade de Teerã, Masud Alí Mohammadi, foi assassinado em um atentado quando uma motocicleta com uma bomba atrelada explodiu em frente a sua casa enquanto ele saía para ir trabalhar em janeiro de 2010.

 

Não foi estabelecido um motivo para o seu assassinato, já que não havia nenhum vínculo conhecido com o programa nuclear do Irã.

 

Em novembro, duas explosões em Teerã mataram outro cientista nuclear e feriram outro, ambos aparentemente envolvidos com o programa nuclear iraniano.

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