Irã: pressão não funcionará em diálogo nuclear

O principal negociador nuclear do Irã, Saeed Jalili, disse hoje que quaisquer discussões entre as potências e Teerã a respeito do contestado programa nuclear do país persa deve ser baseado na cooperação, não em pressão. "Nós temos que ter e organizar conversas baseadas na cooperação, não na pressão", disse Jalili. "Uma estratégia dual não é benéfica - isso não ajudará as conversas a serem proveitosas", acrescentou ele, após dois dias de reuniões com as potências mundiais em torno do programa nuclear iraniano.

AE, Agência Estado

07 de dezembro de 2010 | 13h53

O encontro, em Genebra, reúne representantes do Irã e das potências: os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) - Grã-Bretanha, Estados Unidos, Rússia, França e China -, mais a Alemanha. As potências lideradas pelos EUA temem que Teerã busque secretamente armas nucleares, mas o Irã garante ter apenas fins pacíficos.

As partes concordaram em realizar novas conversas em janeiro, em Istambul. Jalili disse que as autoridades iranianas não pretendem, nesse encontro na Turquia, concordar em suspender o enriquecimento de urânio. A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, que liderou a delegação das potências, disse que a conversa com o Irã nesses dois dias, na Suíça, foi "substantiva", mas não deu detalhes sobre qualquer avanço específico. Ela notou que a comunidade internacional reconhece o direito iraniano de possuir um programa nuclear com fins pacíficos, mas notou que o país precisa cumprir suas obrigações internacionais, para se garantir que ele não pretende desenvolver uma bomba. As informações são da Dow Jones.

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