Irã proíbe protestos de rua

O governo do Irã proibiu os protestos de rua, numa aparente tentativa de evitar confrontos semelhantes aos que abalaram Teerã na semana passada. E para apaziguar os jovens, o porta-voz do governo, Abdollah Ramezanzadeh, também exigiu que o Judiciário, dominado por clérigos de linha-dura, puna as pessoas que invadiram dois dormitórios universitários 10 dias atrás, ferindo mais de 50 estudantes.Manifestantes que tentam enfrentar o sistema teocrático iraniano confrontaram-se por cinco noites, a partir de 10 de junho, com radicais que apóiam o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei. Muitos iranianos também estão insatisfeitos com o presidente Mohammad Khatami, cujo governo foi eleito com a promessa de que iria realizar amplas reformas de caráter social, político e econômico, mas sucumbiu à resistência dos conservadores.A recente onda de violência foi a mais intensa em meses, e seu clímax lembrou os ataques de 9 de julho de 1999, quando policiais e radicais invadiram o dormitório da Universidade de Teerã, deixando um morto e pelo menos 20 feridos. Os ataques de 1999 provocaram seis dias de protestos nacionais, os piores desde a revolução islâmica de 1979, que derrubou o xá Reza Pahlavi.

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