Irã quer Brasil para mediar negociação, diz embaixador

O governo do Irã quer que o Brasil atue como mediador nas negociações sobre seu programa nuclear, afirmou o embaixador iraniano no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, em entrevista à Agência Brasil. A declaração foi feita a duas semanas da retomada das negociações do Grupo de Viena - formado por Estados Unidos, França e Rússia - e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) com o Irã sobre seu programa nuclear.

PRISCILA ARONE, Agência Estado

13 de agosto de 2010 | 14h23

Shaterzadeh afirmou que o Irã quer que o acordo de troca de urânio por combustível nuclear seja a base das negociações. Para ele, a declaração firmada em 17 de maio pelo presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad na presença dos presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan - que ficou conhecida como Declaração de Teerã -, é a base para resolver a questão, embora admita a possibilidade de alguns ajustes no texto. O documento de dez itens destaca o compromisso do Irã com a não proliferação de armas nucleares.

Segundo a declaração, o Irã enviaria 1.200 quilos de urânio enriquecido a 3,5% para a Turquia e em até um ano receberia 120 quilos de material enriquecido a 20% para uso em seu reator de pesquisas médicas em Teerã. Para o embaixador, a atuação de Lula ajudou a projetar os países em desenvolvimento no cenário internacional. "A presença do Brasil trouxe uma esperança e um suporte para os países em desenvolvimento", disse Shaterzadeh.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.