Irã quer reduzir preocupações sobre programa nuclear

O ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse nesta sexta-feira que deseja reduzir as preocupações sobre o programa nuclear do país. O Irã é suspeito de usar o programa para esconder os esforços de construir uma bomba atômica.

AE, Agência Estado

06 de setembro de 2013 | 08h32

Zarif disse que há dois princípios na questão nuclear: primeiramente, o respeito aos direitos iranianos no tema de tecnologia nuclear, "especialmente no enriquecimento de urânio". Em seguida, disse ele, está a amenização das preocupações internacionais sobre o programa.

Zarif conversou por telefone nesta sexta-feira com a chefe de política externa da União Europeia, Catherine Ashton. Ela é a principal representante dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) junto com a Alemanha, grupo que tem pressionado o Irã para parar de enriquecer urânio.

Enriquecimento de urânio, que o Irã insiste que é puramente para fins pacíficos, pode levar a um produto mais refinado voltado para a produção do núcleo físsil de uma arma nuclear.

"Reduzir as preocupações internacionais é do nosso interesse, porque as armas atômicas não fazem parte das políticas da República Islâmica", disse Zarif. "Consequentemente, o nosso interesse é eliminar qualquer ambiguidade sobre o programa nuclear do nosso país."

Os países ocidentais e Israel suspeitam que o programa nuclear de Teerã usado para esconder esforços para construção de armas, acusação que o país nega veementemente.

"Eu disse a Ashton que se não houver uma vontade política para resolver esta questão, sobretudo em relação aos direitos do Irã, estamos igualmente prontos para avançar", disse ele.

Após a sua eleição em junho, o presidente do Irã, Hassan Rowhani, expressou o desejo de se envolver em negociações sérias e mais transparentes com as potências mundiais, mas sem abandonar os "direitos inegáveis" do Irã na área nuclear, especialmente no que diz respeito ao enriquecimento de urânio. Fonte: Dow Jones Newswires.

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