Neil Hall/Reuters
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Irã 'rastreará' responsáveis pelo filme 'A inocência dos muçulmanos'

Vice-presidente iraniano Mohammad Reza Rahimi condena a 'ação inadequada e ofensiva'

Reuters

17 de setembro de 2012 | 18h24

TEERÃ - O governo do Irã disse que irá "rastrear" os responsáveis pela produção de um filme amador que ridiculariza o profeta Maomé, segundo a imprensa iraniana. O vídeo, produzido na Califórnia e publicado no YouTube, retrata o profeta como mulherengo e tolo - e desencadeou uma série de revoltas violentas no Oriente Médio.

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"O governo da República Islâmica do Irã condena essa ação inadequada e ofensiva", disse o vice-presidente Mohammad Reza Rahimi, de acordo com a agência de notícias Mehr. "Certamente procuraremos, rastrearemos e condenaremos o culpado por insultar 1,5 bilhão de muçulmanos no mundo inteiro", afirmou.

Representantes iranianos exigiram que os EUA se desculpassem aos muçulmanos pelo filme, frisando que este é simplesmente o caso mais recente de uma série de insultos a figuras santas do Islã. Rahimi não deu detalhes sobre como o país rastrearia os produtores do filme. As declarações foram feitas durante uma reunião de gabinete no domingo, 16, segundo a Agência de Notícias de Estudantes Iranianos.

Mortes

O embaixador dos EUA na Líbia, Christopher Stevens, e três outros americanos foram mortos em Benghazi na última terça e várias outras pessoas morreram durante a série de protestos contra o filme "A inocência dos muçulmanos".

A identidade dos responsáveis pelo filme ainda é incerta. Vídeos publicados na internet desde julho são atribuídos a um homem chamado Sam Bacile, provavelmente um pseudônimo, segundo duas pessoas ligadas ao filme. Nakoula Basseley Nakoula, um cristão copta de 55 anos frequentemente associado ao filme, foi interrogado por autoridades americanas no sábado, em meio a investigações sobre possíveis violações de sua liberdade condicional em um processo por fraude bancária.

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