Irã reconhece que agressão causou morte de jornalista

O vice-presidente do Irã reconheceu que uma jornalista iraniano-canadense que havia sido detida após cobrir um protesto contra o governo morreu como resultado de uma agressão, e que uma investigação sobre o incidente está em andamento. Anteriormente, autoridades iranianas afirmavam que a fotógrafa free-lance Zahra Kazemi havia morrido vítima de um derrame cerebral, rejeitando denúncias da família, de que ela tinha sido espancada até a morte por agentes de segurança que a detiveram enquanto cobria um protesto estudantil."Ela morreu de hemorragia cerebral resultante de golpes", disse a repórteres o vice-presidente Mohammad Ali Abtahi, depois de uma reunião ministerial. "Estamos buscando detalhes para saber como isso ocorreu". A morte de Kazemi é mais um caso em que se chocam conservadores e reformistas iranianos. A facção linha-dura no governo insistia que a jornalista havia morrido de um derrame e tentava apressar o enterro. Um comitê apontado pelo presidente reformista Mohammad Khatami para investigar a morte interveio e evitou o sepultamento. A informação de que ela fora espancada foi dada por Abtahi, um aliado de Khatami.A morte de Kazemi "nada mais faz do que manchar nossa imagem internacional num momento em que estamos numa profunda crise interna e externamente", avaliou Abtahi.

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