Irã recusa exigência do CS de suspender enriquecimento de urânio

O Irã rejeitou o pedido feito pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e a Alemanha, para que encerre o enriquecimento de urânio. O representante iraniano na Agência Internacional de Energia Atômica, Ali Asghar Soltanieh disse que é impossível voltar à suspensão. Soltanieh falou após a reunião em Berlim, com diplomatas da Rússia, China, Reino Unido, França, Estados Unidos e Alemanha, nesta quinta-feira, sobre as medidas que serão adotadas sobre o programa nuclear iraniano. Na quarta-feira, os 15 membros do Conselho deram um prazo de 30 dias para que o Irã cumpra as exigências. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice advertiu o Irã que a comunidade internacional está "unida", enquanto o ministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier disse que seu país e os cinco membros com poder de veto continuam tentando uma "solução diplomática" sobre o programa nuclear iraniano. Steinmeier mantém esperanças de que Teerã possa reconsiderar. "Esperamos que a declaração do embaixador iraniano não seja a última palavra sobre a questão". Rice apontou para um aumento das ações do Conselho caso o Irã desconsidere as exigências para que encerre o enriquecimento de urânio. Possíveis divisões entre as seis nações foram sugeridas pelos comentários do ministro do exterior da Rússia, Sergei Lavrov, que afirmou que a questão das sanções não foi discutida na reunião e que elas não têm o apoio de Moscou. Mais negociações O ministro de Assuntos Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki afirmou nesta quinta-feira durante a Conferência de Desarmamento, em Genebra, que as negociações sobre o programa de enriquecimento de urânio de seu país devem continuar. Mottaki disse que espera que se chegue a um entendimento sobre o assunto sem a necessidade de "calendários arbitrários", em referência aos 30 dias impostos pelas cinco potências do Conselho, e considerou um "precedente negativo" o fato de o assunto ter sido levado ao Conselho de Segurança da ONU. Para superar a delicada situação criada pela recente declaração do Conselho de Segurança, Mottaki ressaltou que uma opção para seu governo é a criação de "um consórcio regional" para o desenvolvimento de combustível nuclear, após afirmar que há países que já contam com esquemas similares em nível nacional. Tal entidade seria administrada pelos países da região, que assumiriam seus custos e benefícios, e se submeteria aos mecanismos de vigilância da AIEA, acrescentou.

Agencia Estado,

30 Março 2006 | 13h54

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