Irã reitera que defenderá seu direito a programa nuclear pacífico

Em declarações aos jornalistas, o secretário do Conselho de Segurança iraniano qualificou de "construtivas as negociações porque se cimentaram na cooperação e no interesse mútuo"

EFE

03 de outubro de 2009 | 04h07

O Irã nunca renunciará ao que considera seu direito "inalienável" à energia nuclear para fins pacíficos, insistiu o chefe negociador iraniano, Saeed Jalili, em seu retorno sexta-feira à noite a Teerã após sua reunião com a comunidade internacional.

 

Em declarações aos jornalistas, o secretário do Conselho de Segurança iraniano qualificou de "construtivas as negociações porque se cimentaram na cooperação e no interesse mútuo".

 

Segundo Jalili, durante as mesmas o Irã "defendeu com decisão" seu direito a desenvolver um programa nuclear pacífico e em nenhum momento se colocou a possibilidade de renunciar ao enriquecimento de urânio.

 

Após 14 meses de interrupção, o negociador iraniano se sentou em Genebra com representantes de denominado grupo 5+1, integrado pelos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha para tentar recuperar o diálogo nuclear.

 

A reunião foi qualificada de bem-sucedida pelas duas partes, depois que acertaram um segundo encontro previsto para antes de terminar o presente mês.

 

Sobre a mesa estava o ceticismo após a denúncia uma semana antes, pelos Estados Unidos, de que o Irã constrói "de forma clandestina", sob uma colina perto da cidade de Qom, uma segunda fábrica de enriquecimento de urânio.

 

A este respeito, Jalili afirmou em seu retorno a Teerã que o Irã aceitou a reivindicação da comunidade internacional e abrirá a instalação às inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

 

"Dentro do marco da AIEA e do Tratado de Não-Proliferação, os inspetores serão autorizados a visitar a usina nuclear como já ocorreu com a de Natanz", confirmou o negociador iraniano.

 

Ele também assinalou que seu país aceitou, em princípio, uma proposta para enviar ao exterior parte de seu urânio empobrecido para que seja enriquecido.

 

Jalili argumentou que o Irã precisa de urânio enriquecido a 20% para alimentar um reator nuclear que produzirá isótopos médicos. Grande parte da Comunidade Internacional, com o grupo 5+1 na frente, acusa o regime dos aiatolás de esconder, sob seu programa nuclear civil, outro clandestino de aplicação militar cujo objetivo seria adquirir um arsenal atômico.

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