Irã rejeita resolução e ameaça com nova crise do petróleo

Teerã alertou a Inglaterra e os EUA que a comunidade internacional pode encarar uma nova crise do óleo se forem impostas ao Irã as sanções previstas pelo o conselho de segurança das Nações Unidas, segundo o jornal inglês Guardian. O Conselho alega que o programa nuclear seria para a produção de armas químicas. O Irã afirma que o programa tem fins pacíficos.De Teerã, o chefe das negociações nucleares e do supremo conselho nacional de segurança, Ali Larijani, afirmou no domingo que o Irã estaria relutante em cortar suas exportações de petróleo. "Não queremos usar o óleo como arma." E completou, "são eles (países do Conselho) que estão impondo isso (embargo) a nós". Larijani declarou que se o ocidente decidir pelas sanções, o Irã irá "reagir em um sentido que será doloroso para eles (ocidente)". O iraniano pediu que não forcem Teerã a "fazer algo que fará as pessoas tremerem de frio".O Irã é o quarto maior exportador de petróleo e se estima que o país detenha a segunda maior reserva de óleo e gás do planeta.Os preços da energia no mundo podem subir muito se o Irã concretizar suas ameaças. Mas Teerã também veria sua economia prejudicada com a medida. Na semana passada o conselho de segurança da ONU apresentou uma resolução apontando o dia 31 de agosto como prazo para o Irã aceitar um pacote de incentivos ocidentais em troca da suspensão do enriquecimento de urânio. Caso não aceite, irá enfrentar sanções econômicas, políticas e financeiras.Larijani recusou a resolução e a considerou como "ilegal". O iraniano afirmou também que o Irã não iria cumprir o prazo. Ele reiterou o argumento de Teerã, de que o Irã seguia seu direito de desenvolver o enriquecimento de urânio para fins pacíficos, sob os termos do Tratado de Não-Proliferação Nuclear de 1970. "Não iremos aceitar a suspensão. Tais resoluções não terão nenhum impacto no nosso comportamento", afirmou. Larijani prosseguiu alertando que o Irã está preparado para expandir suas pesquisas nucleares "se necessário". Teerã insiste que o objetivo do seu programa nuclear é aumentar a capacidade de gerar energia para uso doméstico. Os EUA e outros países acreditam que a tecnologia poderia ser usada para a produção de armas nucleares.

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