Irã rejeita sanções da ONU e potências oferecem nova ajuda

O Irã rejeitou a nova exigência do Conselho de Segurança da ONU para que suspenda o enriquecimento de urânio, depois que o órgão de 15 países impôs sanções financeiras e de armas a Teerã. Ao mesmo tempo, as grandes potências que propuseram a resolução aprovada no último sábado, 24, ofereceram imediatamente novas negociações e renovaram a oferta de pacote de incentivos econômicos e tecnológicos. Mas as sanções continuarão em vigência até que o Irã suspenda o enriquecimento de urânio e o reprocessamento de combustível nuclear, que pode ser usado para a construção de uma bomba ou para gerar eletricidade. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki disse ao Conselho de Segurança, depois da votação, que o organismo foi manipulado por alguns de seus membros para adotar "ação injustificável" contra um programa nuclear pacífico. "Posso garantir que a pressão e a intimidação não mudarão a política iraniana", disse. "A suspensão não é nem uma opção, nem uma solução." "O mundo precisa saber - e sabe - que até mesmo as sanções econômicas e políticas mais duras, ou outras ameaças, são muito fracas para coagirem a nação iraniana a recuar de suas demandas legais e legítimas", disse Mottaki. A resolução vai além da esfera nuclear, ao proibir o Irã de exportar armas e congelando bens no exterior de 28 pessoas e entidades, incluindo o Banco Sepah, estatal, e de comandantes da Guarda Revolucionária. O chefe da política exterior da União Européia, Javier Solana, disse a em encontro do bloco em Berlim que entrará em contato com Ali Larijani, principal negociador nuclear do Irã, para "ver se podemos encontrar uma rota para negociações". Uma porta-voz de Solana disse que ele tentará falar com Larijani por telefone ainda neste domingo, ou nesta segunda-feira. Por enquanto, Solana vai debater com autoridades britânicas se o tema dos marinheiros mantidos pelo Irã será colocado em pauta. A Grã-Bretanha exigiu neste domingo acesso aos 15 marinheiros detidos na última sexta-feira, insistindo que estavam em águas iraquianas, e não iranianas. Diplomatas ocidentais acreditam que as novas sanções, junto com as impostas em dezembro, estão provocando impacto ao cortar novos investimentos no Irã, mas deixam a indústria de petróleo do país intacta. Mas Mottaki disse: "O que pode significar afetar centenas de milhares de depositantes do Banco Sepah, com 80 anos de história no Irã, além de confrontar os iranianos comuns?" (Colaboraram Michelle Nichols e Mark John, em Berlim)

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