The New York Times
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Irã responsabiliza Arábia Saudita por morte de peregrinos em Meca

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, apontou que 'a má gestão e inapropriadas medidas' tomadas pelas autoridades sauditas 'foram fatores que provocaram esta tragédia'

O Estado de S. Paulo

24 Setembro 2015 | 17h08

TEERÃ - O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, responsabilizou a Arábia Saudita pela morte de pelo menos 717 pessoas (41 iranianos) em um tumulto nesta quinta-feira, 24, quando participavam da tradicional peregrinação religiosa muçulmana do Hajj nos arredores da cidade saudita da Meca. 

"O governo saudita está obrigado a assumir sua grande responsabilidade neste amargo incidente e cumprir com suas obrigações em conformida com o império da Justiça e da igualdade", disse Khamenei em mensagem divulgada em seu site. Khamenei, clérigo xiita, apontou que "a má gestão e inapropriadas medidas" tomadas pelas autoridades sauditas "foram fatores que provocaram esta tragédia".

A máxima figura religiosa e política iraniana pediu aos representantes e autoridades do país que ponham toda sua capacidade e esforço em curar os feridos e em reconhecer os mortos de nacionalidade iraniana, assim como para ajudar os muçulmanos de outros países. A televisão pública iraniana garante que pelo menos 125 iranianos morreram no incidente.

Além disso, também denunciou que as autoridades sauditas não permitiram ao Crescente Vermelho Iraniano se aproximar do lugar para ajudar. Por fim, Khamenei expressou sua condolência às famílias dos peregrinos mortos e declarou "três dias de luto nacional" no país. 

Não é a primeira vez que Khamenei critica as autoridades sauditas por sua gestão dos lugares santos muçulmanos. Ontem mesmo, o líder supremo iraniano enviou uma mensagem aos peregrinos que cumprem o Hajj na qual lembrou a responsabilidade e o fracasso das autoridades sauditas ao proteger a segurança de Meca após o acidente do dia 11 que custou a vida de mais de 100 peregrinos após a queda de um guindaste na grande mesquita de Meca. / EFE 

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