Irã reúne-se com P5+1 para discutir programa nuclear

A chave para o progresso das negociações nucleares com o Irã é a aceitação, por parte das seis potências internacionais, do "direito" que o país tem de enriquecer urânio, afirmou o negociador chefe para questões nucleares iranianas, Saeed Jalili, nesta quinta-feira.

Agência Estado

04 de abril de 2013 | 10h57

Em declarações feitas na universidade de Almaty, um dia antes da retomada das negociações, Jalili disse que "usando uma única palavra", os interlocutores iranianos podem encontrar um forma de avançar nas negociações.

"A palavra é aceitação dos direitos do povo iraniano, especialmente dos direitos ao enriquecimento", afirmou ele. Jalili declarou que as conversações desta semana serão um importante "teste" para a postura do grupo conhecido como P5+1 - formado por China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos (os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU) mais a Alemanha.

"O direito de enriquecer urânio", disse ele. "Eles vão aceitar esse direito ou vão tentar negá-lo ao povo iraniano?"

O Conselho de Segurança impôs sanções ao Irã por causa de suas atividades de enriquecimento e de sua recusa em esclarecer os trabalhos nucleares realizados no passado.

Porém, o P5+1 tem concentrado as conversações nucleares recentes em fazer com que o Irã desista do enriquecimento de urânio a 20% de pureza, considerado perigosamente perto do nível para a fabricação de armas. Isso abriria o caminho para a aceitação da continuidade das atividades de enriquecimento iranianas.

Jalili disse que depois da eleição presidencial iraniana deste ano, o país será "ainda mais rigoroso" na defesa do que chamas de "direitos nucleares".

Israel diz que o Irã está a apenas poucos meses do limiar de ter material para fabricar uma bomba e prometeu usar todos os meios para evitar que o país chegue a esse objetivo. Os Estados Unidos também insistem que não tolerarão um Irã com armas nucleares.

Teerã nega ter interesse em armas atômicas e afirma que seu programa nuclear tem apenas objetivos pacíficos, além de afirmar que tem direito a promover atividades nucleares sob o Tratado de Não-proliferação Nuclear. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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