Irã revê apedrejamento e Brasil faz oferta de asilo

O Irã indicou ontem que desistiu de aplicar a sentença de morte por apedrejamento de Sakineh Ashtiani, condenada por adultério cujo caso chocou a comunidade internacional. Apesar da mudança, Sakineh ainda deve ser executada, por enforcamento. A informação foi divulgada pela Embaixada do Irã em Oslo. Ontem, o Itamaraty informou que fez uma oferta oficial ao governo iraniano para receber Sakineh no País.

AE, Agência Estado

10 de agosto de 2010 | 08h11

A Noruega passou a intervir no caso, recebendo o advogado de Sakineh, Mohammad Mostafaei, que havia fugido para a Turquia, e dialogando com Teerã. "O apedrejamento é muito raro no Irã e já foi decidido que essa mulher (Sakineh) não será apedrejada", disse Mohammad Hosseini, diplomata iraniano em Oslo.

Segundo ele, Sakineh foi condenada pelo assassinato do marido e sua vida só seria poupada se a família da vítima pedisse. A família poupou um homem também acusado de matar o marido de Sakineh. Isso dá a ativistas esperança de revisão da pena. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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