Irã se diz aberto ao diálogo sobre programa nuclear

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse hoje que seu país está aberto às conversações oferecidas pelos Estados Unidos e outros países sobre seu programa nuclear, mas insistiu que o diálogo precisa ser baseado no respeito aos direitos do Irã, sugerindo que o Ocidente não deve forçar Teerã a suspender o enriquecimento de urânio. O Irã comemorou hoje o seu Dia Nacional da Tecnologia Nuclear, um evento no qual o país anunciou avanços no domínio da tecnologia atômica, entre eles a inauguração de uma unidade para produção de urânio combustível para um planejado reator nuclear de água pesada.

AE-AP, Agencia Estado

09 de abril de 2009 | 18h36

Os funcionários iranianos também disseram que o número de centrífugas na usina de enriquecimento de urânio de Natanz cresceu para 7.000 - bem acima das 6.000 anunciadas em fevereiro. Os comentários de Ahmadinejad foram feitos após os EUA e a União Europeia terem convidado na quarta-feira o Irã a conversações diretas para resolver o impasse sobre as ambições nucleares do país. A declaração da administração Obama de que se juntará às conversações diretas marcou um contraste com a política do ex-presidente americano George W. Bush, que rejeitava o diálogo com a república islâmica.

Ahmadinejad disse hoje que as conversações passadas com as nações europeias fracassaram porque "elas insistiam em parar nossas atividades pacíficas, tentavam impor isso. Estava claro que o povo iraniano não aceitaria isso", disse. "A nação iraniana sempre esteve aberta ao diálogo", disse o presidente do Irã. As Nações Unidas pediram ao Irã que suspenda o enriquecimento de urânio, um processo necessário para produzir combustível nuclear mas também para fabricar o material necessário construir uma bomba atômica. O Irã nega qualquer intenção de construir uma bomba atômica e continua a enriquecer urânio.

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